IMAGINE FOUR • a do médico

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Olá! Esse ficou grandinho, mas espero que goste! Aliás, feliz dia dos namorados!

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Eram 01:35 da madrugada e tinha acabado de sair do meu plantão. Meio tarde não? Mas tinha tido plantão até então, desde muito cedo, vida de médica é cansativa. Apesar disso, não sinto-me com sono, graças aos litros de café que tomei durante o dia inteiro. No entanto, meu corpo clama por comida e descanso.

Preparo-me para sair do prédio do hospital onde trabalho, e na sala onde estou, alguns outros médicos e enfermeiros estão indo embora e outros estão chegando. Muitas fisionomias exaustas, sorrisos satisfeitos pelo trabalho realizado e conversas paralelas. Respondo às perguntas e acenos de despedida direcionados a mim com um sorriso igualmente feliz pelo fim do plantão enquanto pego os meus pertences.

Mas o sorriso rapidamente deixa o meu rosto quando não encontro meu chaveiro dentro da bolsa e nem dentro do meu armário. Meu chaveiro, com as minhas chaves. Chave do carro, chaves do meu apartamento. Droga.

- Você está precisando relaxar, amiga. - Só agora percebo que Elisa está ao meu lado, organizando suas coisas no armário. Acabou de chegar.

- É o que eu pretendo fazer caso eu encontre minhas chaves, você as viu por ai? - Continuo procurando e buscando em minha memória a última vez em que as vi. Mas é em vão, pois sequer lembro-me o que comi ou se comi nas últimas horas.

Ignorando completamente a minha pergunta e meu desespero, Elisa responde-me tranquilamente:

- Não me refiro a esse tipo de descanso. E não me olhe horrorizada dessa maneira, sou sua amiga e só quero o seu bem.

- Você é tão inapropriada, não sei porque ainda me surpreendo com essas suas ideias sem noção. Você viu ou não as minhas chaves?

- Boa noite senhoritas.

Dou um pulinho com o susto que tomo ao ouvir essa voz rouca e um corpo maravilhosamente cheiroso atrás de mim. Viro-me com a mão no peito pelo susto, para identificar a quem pertencem essas características, mas não faz-se necessário, sei quem é. Como eu poderia não saber?

- Boa noite Dr. Wever.

- Desculpe, eu não queria assustar você. E não me chame assim, é só John, já acabou o expediente, lembra?

- Ah tudo bem, só John. - Sorrio, mas meu interior fez festa por chamá-lo de forma tão íntima. Ele está charmoso e lindo como todas as outras vezes que o vi, está segurando sua bolsa de alça, ainda vestido com seu jaleco que já não está mais tão no lugar, assim como os fios do seu cabelo que caem na testa, mas ele está no lugar perfeito em que posso apreciá-lo.

- Pra mim só está começando. - Elisa me lembra que ainda está por aqui. - Mas o de vocês já terminou, que sorte não?

- É verdade. Então você já está indo embora Cecília? Posso acompanhá-la já que estou indo para a mesma direção.

Meu Deus, o meu nome fica tão sexy saindo daquela boca. Essa frase tornou-se a minha preferida, só porque ele a disse.

- Acredita que a desastrada perdeu as chaves? Agora terá que passar a madrugada no sofá do hospital.

- Elisa! - Repreendo-a. - Não foi isso que aconteceu, eu só não encontrei minhas chaves ainda, mas não quero incomodá-lo com isso. Pode seguir sem mim dout... John.

- De forma alguma está me incomodando, podemos comer alguma coisa em outro lugar enquanto você não encontra as suas chaves, não tenho nenhum compromisso e acredito que você deve estar com fome.

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