Capítulo Quatro.

17.1K 1K 103

Gustavo.

Eu ainda tentei ir atrás da Monique mas do jeito que eu a conheço é melhor nem tentar nada hoje, parceiro. Ela com raiva é pior que o capeta. Voltei pro baile e peguei uma de dez, dichavei, apertei e joguei pra mente. Pode pá que eu errei, mas não precisava daquilo tudo não mano, foi só uma foda. Peguei minha moto, saí do baile e fui pra casa, entrei e me joguei na cama.

No outro dia acordei, tomei um banho pra tirar aquela cara de ressaca, tomei café e me arrumei, peguei a chave da Hornet e fui em direção a casa da nega. Quando entrei ela tava dando comida pro Miguel, que quando me viu abriu o sorriso.

- Papai. - dei um beijo na cabeça dele e me sentei do lado dos dois.

Ele começou a conversar comigo mas ela chamou atenção dele.

- Come primeiro, filho, depois fala.

- Dicupa, mamãe.

Depois que ele almoçou, ela deu o suco de laranja pra ele beber, colocou um desenho lá de uma porquinha que fala e foi pra cozinha. Eu fui atrás, né.. Quando cheguei ela estava lavando o pratinho da comida.

- Qual foi, vai negar voz mermo? - ela continuou calada - Fala comigo, merda! - só recebi o silêncio - Responde Monique, caralho! - disse apertando seu braço.

- Não se cria comigo não, porra. Vai se criar com as putas que você come!

- Porra, pode pá que eu errei dessa vez, mas foi bagulho de momento. - ela riu debochada.

- Dessa vez? Vai se foder, Gustavo! Quantas vezes eu fingi que não tava vendo suas patifarias? Pra quantas coisas eu fechei os olhos? Me esquece, porra!

- Não acabou porra nenhuma, tá maluca você? Se envolveu comigo sabendo como era o esquema.

- Claro que acabou, vai embora daqui, GT, some!

- Se eu for eu vou levar o Miguel!

- O que?! Você não seria tão sujo a esse ponto, deixa o meu filho comigo!

- Você sabe muito bem que ele não é seu filho de sangue.

- Foda-se, fui eu quem criei ele desde que ele nasceu! Eu sou a mãe dele, ele é registrado no meu nome! Você não vai tirar o meu filho de mim!

Sai de lá e peguei o Miguel no colo, ele veio de boa e o coloquei em cima do tanque da moto, saí de lá e fui pra casa. Quando cheguei no portão, a Camila veio na minha direção, ela estava careca e com o corpo e rosto todo machucado.

- GT?

- Que é, caralho?!

- Olha o que tua mulher fez comigo! Faz alguma coisa!

- Vou fazer mermo, se tu não sai da minha frente eu vou te dá uma coça bem pior. Rala, vagabunda!

Liguei a televisão e coloquei no mesmo desenho pro João Miguel assistir, liguei pra pensão e mandei trazerem uma quentinha.

Monique.

Levantei cedo e chamei uma amiga minha pra dar um rolezinho pelo morro, quando achei quem eu queria peguei sem nem dar tempo pra mona pensar em nada. Foi tipo UFC, só botadão na cara. Cortei o cabelo dela baixinho, a amiga dela que estava do lado achou o caminho da roça num estante. Eu avisei pra Camila não mexer com o que era meu, agora que arque com as consequências.

Fui pra casa e meu bebê já tinha acordado, esquentei a comida e coloquei no prato, enquanto eu dava almoço pra ele o GT chegou e falou um monte de besteira. Ele levou meu filho, cara! MEU FILHO! Posso não ser mãe de sangue, mas eu que criei o Miguel. Ele é meu filho e eu não aceito que digam o contrário. Eu não fui atrás dele, sabia que ele ia acabar trazendo meu menino de volta, ele trabalha muito e quase não tem tempo pra ficar com ele.

Almocei e depois deitei, acabei dormindo. Acordei por volta de umas oito horas da noite com uma mensagem de Gustavo.

💌 Pai do Miguel 💌

Gustavo: Eu não vou saber viver sem ti, o mundo não tem razão pra mim, não me fale adeus não vou ouvir, não vou aceitar o fim.. 💔😭

Apenas bloquei o telefone e fui adiantar um trabalho da faculdade. Ainda ri da cara de pau dele, me mandando pedacinhos de pagode é o fim!

Mulher de Traficante [Finalizada!]Leia esta história GRATUITAMENTE!