Segredos

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O Homem é feito de segredos

Segredos os quais acabamos por perder

Perder o controle sobre os mesmos

Mesmo por mais que lutemos

Lutamos em vão contra um caminho

Caminho esse que nos leva

Leva aonde o Destino desejar

Deseja saber a verdade

Verdade escondida nesse Segredo.

Acordei com uma leve alteração de vozes e pisquei os olhos para tentar assimilar onde eu estava. O quarto me parecia tão familiarmente desconhecido que precisei me focar nos detalhes para perceber que o meu mais terrível pesadelo afinal era a mais dura realidade.
Estava no quarto de Tom, descansando das emoções fortes ocorridas... no enterro de Gabriel.
Um chute na minha barriga me fez silvar. Me sentei cuidadosa na cama e acariciei minha enorme barriga. Para 7 meses mais parecia que eu estava quase para parir.

-Ei, Gabe. Bom dia para você também. – O cumprimentei, mas torci o nariz com o meu momento maternal. – Na verdade boa noite preguiçoso. – Sorri quando ele se remexeu e colocou o pezinho sobre a minha mão.

Fiquei assim por uns tempos curtindo a cena entre mãe e filho, fazendo cosquinhas na barriga no local onde seu pé estava. Ele se remexeu retirando o pé e eu ri. Eu o sentia agora como uma parte de mim e era uma sensação tão maravilhosa. Meu coração parecia que ia explodir com tanto amor.

-Me desculpe pelos meses de auto defesa que eu montei contra você. Eu tinha tanto medo de te amar. Tinha medo de me machucar de novo. Que burra eu fui por não perceber que a única coisa que você fazia comigo, era me fazer te amar incondicionalmente. – Sorri sentindo duas gotas de água salgada caírem dos meus olhos sobre a minha barriga.

Gabe se mexeu novamente, dessa vez mais calmo como que aceitando minhas desculpas e eu tive uma vontade enorme de o ter em meus braços para o poder mimar.
Sei que esse lado mãe não combina NADA comigo, mas um filho pode transformar pessoas e Gabe estava me transformando. Só precisei de um empurrãozão para entender isso.

-Ela precisa de saber, Leah! – Escutei a voz alterada de meu pai e estranhei.

Em passos de lã eu saí do quarto e fui me aproximando da sala.

-Henry, não cabe a mim decidir isso, por mais que eu também queira. – Ela fez uma pausa mesmo que denotasse que queria dizer algo mais. – Não vamos falar mais sobre isso. – Ela disse num tom de voz suspeito e eu apareci.

-Do que vocês estavam falando? - Sim, discrição não era de todo o meu nome do meio.

-Ju... - Henry se voltou me olhando surpreso e depois olhou para Leah inconformado. – Nada não.

-Na verdade é sim. – Leah falou e Henry a olhou confuso. – É que... bom, eu e seu pai... a gente...

-Vocês namoram. – Eu disse com uma ponta de ciúmes e mágoa na voz.

-Você sabia? – Papai perguntou se aproximando de mim como se tivesse medo que eu caísse no chão como uma boneca frágil ou algo do género.

-Desconfiei, né? Afinal... eu vi o jeito que vocês se olhavam e como reagiam quando estavam juntos. Não era como se um fosse peguete do outro. Era algo mais...

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