Capítulo 18

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Setembro de 2015
Matthew

Eu estava terrivelmente amedrontado, cada centímetro daquela casa estava vazia. Sem ninguém que realmente pudesse me ajudar, eu estava me escondendo de cômodo em cômodo. Toda vez que aquela voz voltava á me assombrar.

'Você me matou'

O éco causado por aquela voz era de arrepiar cada pelo do corpo, eu nunca havia me sentido assim. O medo que me consumia era de que acontecesse algo sobrenatural.

'Matt...' o tom de voz estava ficando mais alto, corri para o quarto dos meus pais. Estava escuro, fui embaixo das cobertas, eu me sentia protegido como se ambos estivessem ali comigo.

'A culpa é sua.'

Como se alguém tivesse gritando comigo, eu comecei a chorar enquanto só precisava de alguém ali para me proteger.

Tempos Atuais
Emmanuela Tunner

— Dessa vez você pode, mas quero deixar bem claro que eu não suporto grosseria - ele sorri aliviado enquanto minha mãe entra pela porta.

Ela ri. — Eu hein.. quem se briga se ama.. já diziam meus pais.

— Eu suporto mamãe, apenas suporto - digo sorrindo para Savannah que estava mostrando um livro do patinho feio.

— Eu ganhei do pessoal do hospital - ela dizia apontando para o mesmo.

— E o que fala a história? -Matt perguntou enquanto mamãe foi estender a roupa.

— Fala sobre...

— QUEM COLOCOU ALVEJANTE NAS ROUPAS COLORIDAS? - levamos um susto com o berro da minha mãe, olhei para Matt que pela primeira vez estava com vergonha.

— Me desculpe Dona Frida - ele disse andando até ela com a mão na cabeça.

— Seu namorado é desastrado - Savannah ri.

— Ele não é meu namorado!

— Não foi isso que ele me disse, ele me conta tudo - ela diz baixinho para que eles não escutem.

— Então o que ele lhe disse?

— Disse que você protege ele. Que vocês vão casar e eu serei a daminha.

— O que? - acho que nunca fiz uma cara de desentendida como agora, ele estava mentindo para ela? O que ele tinha na cabeça? Casar eu ele? Isso não é o tipo de coisa para se falar à uma garotinha.

— Não tenho mais roupa para ir trabalhar agora - minha mãe reclama, entrando na cozinha.

— Para que trabalhar mamãe! Sempre te disse que eu iria ajudar, estou ajudando.

— Você com suas bobagens, você fala porcaria as vezes minha filha - ela ri.

— Que isso mamãe?! - Savannah reclama, fazendo nós todos rir.

— Então quem quer pizza? - Matt fala.

— Euuuuuu - gritamos juntos.

Savannah havia comido três fatias de pizzas, enquanto estávamos na segunda.

— Você sabe que vai ficar uma bolotinha, não sabe? - Matt brinca.

— Se você quer se casar com a minha irmã não devia falar isso - Sah mostra a língua, enquanto troco olhar com minha mãe, que mantém a classe e se lambuça com o molho.

— Então Matt, Emma me disse que você tinha uma empresa.. - mamãe me salva, trocando de assunto.

— Ainda tenho na verdade, mas não me sinto apto para voltar a liderar - ele diz mantendo o mistério no ar.

— Qual ramo? - mamãe fica interessada.

— Moda, na verdade eu dito tendências masculinas, mas também tenho uma linha de hotéis - com calma ele vai tirando as dúvidas da minha mãe.

— Vamos escovar os dentes? - Convido Savannah, antes que ela disfarça-se e fosse dormir.

Ela anda até o banheiro, com sua pantufa do Pikachu que havia ganhado de Matt. Pega sua escova de dentes do Barney e usa sua pasta de morango. A inocência era visível a qualquer momento, eu não queria deixar nada acontecer com ela.

— Tá brilhando olha - ela diz sorrindo para que eu olhasse todos.

— Perfeito agora só ta faltando uma coisa - digo bem baixinho, enquanto ela se ajeita na cama da mamãe.

Fechamos os olhos e rezamos.— Menino Jesus, que vem para mim, faça uma boa criança de mim. Meu coração é pequeninho e cabe somente Jesus menino para sempre amém." Dou um beijo no alto da sua testa e saiu em direção da cozinha.

— Então vocês são gêmeos? -mamãe falava.

— Mãe! Não acredito que você não parou de tagarelar ainda! -digo fazendo Matt rir.

— Tudo bem, tudo bem já estou indo dormir - Levanta a mão em sinal de rendição enquanto caminho para o quarto.

Deito na minha cama á espera de Matt, não na minha cama na do chão mesmo. Mas no fim acabei dormindo, no meio da noite escuto Matt chorar, começo a sacudir ele para que acorde.

— Matt, Matt - tento sacudir com mais força. — Acorda.

Ele abre os olhos assustado e me abraça, estava soado e muito nervoso. Como se tivesse tendo um pesadelo, eu acendo a luz do quarto e fecho a porta, para não incomodar elas que dormiam no outro quarto.

— Eu estava tendo um sonho ruim - explica, enquanto senta encostado na parede.

— Você está bem agora? - pergunto preocupada, seus olhos estavam tão doces que era impossível não admirar e o cabelo todo bagunçado era mais um ponto para o seu charme.

— Eu não sei.. - sua respiração está descontrolada e eu acabo me sentindo atraída por isso.

Sento na sua frente e ele me abraça, estava com medo de que?

— Que bom que você está aqui - sua voz falha enquanto ele afaga meus cabelos.

O momento estava agradável, ele estava com as pernas esticadas enquanto eu sentava do seu lado. Abraçando de um jeito desconfortável mas mesmo assim bom. Seu cheiro de menta ainda estava grudado ao seu corpo, fazendo ser convidativo. Levanto meu rosto e seus olhos encontram os meus, minha mão automaticamente foram para seu pescoço puxando-o para mim. Fechei os olhos, por instantes senti meu corpo ir ao céu e voltar, nossos lábios se encontraram e posso jurar que ele estava ansiando por isso mais que eu.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora