Capítulo 17

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  Eu estava sentada com uma dor nas costas, resolvi fazer uma faxina para minha mãe. Matt ficava olhando enquanto eu corria de um lado para o outro.

— Pode colocar um pouco de amaciante, na máquina de lavar? - pergunto e logo Matt já estava indo.

— Eu estava pensando em comprar um cachorrinho para Savannah, o que você acha?

— Minha irmã vai adorar! - digo enquanto massageava meu próprio pescoço.

— Vou fazer uma ligação e já resolvo isso!

— Simples, só isso? Uma ligação e deu? - começo a rir.

Ele vai para fora de casa, enquanto isso vou tomar um banho, molho meus cabelos e logo ensaboou meu corpo. Um barulho estrondo fez com que eu me contorce-sê. Ninguém merece, faltou energia. Por sorte ainda está claro e consigo enxergar as coisas. Lavo meu cabelo, logo me enrolo na toalha.

— Acredita que faltou energia - reclamo para Matt, que está vidrado no celular.

— Não tem gerador? - ele pensa o que, isso é casa de rico?

— Não, quando elas chegarem abre a porta. Vou-me vestir - então seus olhos encontram meu corpo e escuto ele engolir a saliva.

— T-ta-ta-ta bom - ele disfarça.

  Depois de colocar meu pijama, vou para cozinha, Matt estava olhando dentro da geladeira, espiei enquanto ele pegava alguns petiscos e comia.

Ele estava com uma bermuda azul marinho, sua camisa polo branca destacava seus braços esculturalmente moldados.

— Se ficar me olhando assim vou pensar que está apaixonada - ele fala sem me olhar, sinto minhas bochechas queimarem de vergonha.

— Por você? Claro que não - a voz falha, enquanto um sorriso brota nos seus lábios.

— Acho que você está apaixonada demais, mas admito que também estou..

Não consigo acreditar, será que era verdade, casualmente era estranho mas seria algo bom? Estou chocada, era sentimentos disparados, quais eu nunca havia sentido.

— Vo-você está? - pergunto parecendo um pouco desesperada.

— Claro, é meio impossível não estar apaixonado por mim mesmo.

— Eu pensei que...

— Que era por você? Óbvio que não garota - sarcástico e zombador ele me humilha novamente.

— Você é estranho, não creio que estás dizendo isso. Você não pode fazer isso comigo - grito para ele.

Não era fácil acreditar, mas ele havia voltado ao normal, o jeito rude e humilhador.

— O que eu posso dizer, puxei meu pai - ele parece nem ter ouvido o que eu disse, mas isso não ficaria assim á não!

— Vou pegar suas coisas e você irá dormir na sala! - ele me olha, como se eu tivesse dizendo besteira, mas eu não iria dar o braço á torcer.

— Quer brincar com fogo, então cuidado para não se queimar - aviso-lhe, eu não gosto de grosseria.

— Eu não gosto de dormir sozinho - seus olhos ficam lacrimejados, enquanto eu fico fazendo carão de brava.

— Não me importa isso - rebato.

— Mas você é paga para isso.. não me deixar sozinho - ele sussurra, parecendo estar com medo. — Você não tem noção o que acontece quando estou sozinho.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora