EPÍLOGO

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Depois de tudo acertado, Vincent queria se despedir da esposa, que estava internada há mais de três meses, mesmo que ela insistisse para ele não ir visitá-la.

Donna estava sentada à mesa no jardim da clínica, quando Vincent se aproximou. Ela não pôde esconder a decepção ao vê-lo, achava incrível aquela insistência, era uma obsessão que Donna nunca foi capaz de perceber antes de tudo que aconteceu, agora, mais do que nunca, ela tinha certeza que não passava disso.

— Como você está, meu amor? — perguntou gentil.

Donna não respondeu.

— O médico me disse que tem melhorado gradativamente — comentou Vincent.

Ela permaneceu muda, sem nem sequer olhar para ele.

— Sei que não vai me falar o que fez com Danna, então, eu queria procurá-la, mas tudo isso que aconteceu mexeu muito comigo — declarou.

Donna se segurou para não rir daquele comentário.

— Sinto sua falta, sinto falta dela. Eu não estou conseguindo ficar sozinho em casa sem você, mesmo no hospital, fico apenas pensando nos nossos problemas. Quero resolver tudo logo, mas...

Ela estava curiosa para saber onde ele queria chegar, mas não falou nada.

— Enquanto você estiver trancada aqui, não vamos conseguir resolver as coisas, então... eu aceitei a proposta de Randall para voltar à Chade, ficarei um ano trabalhando lá. O médico acredita que você vai passar mais tempo que isso aqui, então eu venho te buscar, espero que tenha alta logo que eu chegar. Então eu quero que você saiba que não a estou abandonando, vou voltar amor, por você e por nossa família — concluiu ele.

Donna se levanta e se afasta dele, dando-lhe as costas.

— Donna, não vai me falar nada? — perguntou ele, vendo ela se afastar.

Ela se vira, respondendo-o:

— Vá para o inferno! — E sai.

Vincent foi para casa, precisava arrumar as malas. Logo que chegou, ouviu o telefone tocar, ao atender se surpreendeu ao ouvir a voz de Olivia, perguntando se a amiga já havia retornado de San Diego, o que ele respondeu que não, avisou que como ele viajaria a trabalho, sua esposa achou melhor permanecer na casa do irmão.

Além dos colegas de trabalho do casal, os amigos próximos de Vincent e Donna, como Pamela e Alex, além dos membros da igreja que frequentavam, não sabiam que Donna estava internada, assim como não sabiam o que aconteceu com sua filha, pois se soubessem iriam visitá-la, o que poderia prejudicá-lo, por isso, ele não contou para ninguém.

Pamela acreditava piamente que Donna estava em San Diego, não tinha contato com a família de Donna, mas a última coisa que soube é que ela tinha ido ficar alguns dias por lá, pois precisava de cuidados e de ajuda com a filha. Foi ela quem contou para Olivia, disse que Donna tinha tido a criança, mas que havia viajado, lamentou não ter contado antes, permitindo que elas se vissem antes da viagem.

Pamela não tinha o telefone de Olivia e não sabia onde a amiga de Donna morava, por sorte a encontrou um dia no mercado, quando finalmente contou a novidade, mas a amiga tinha viajado no dia anterior.

Assim, todos achavam que Donna estava em San Diego com a filha, que sabiam se chamar Danna. Agora, por causa da viagem de Vincent, permaneceria lá por pelo menos um ano.

Vincent queria mesmo que pensassem assim, pois ainda acreditava que ele e a esposa voltariam, encontrariam Danna e seriam felizes como uma família normal tinha que ser, então não tinha porque preocupar a todos ou mesmo fazer dele e de Donna, alvos de comentários maldosos.

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