Capítulo 28

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— Chris, ela ainda está com frio amor, não para de chorar, o que faço? — perguntou com a pequena criança nos braços, toda enrolada em um cobertor, aos berros.

— Calma, Olivia, ela deve estar com fome. Meu Deus, tão pequena, quem fez uma coisa dessas. Tente acalmá-la, vou buscar algo para ela beber!

— Tem fórmulas específicas para bebês Chris, você encontra na farmácia, é como leite da mãe! — falou balançando a bebê.

Christopher dá um beijo na esposa e dirige rápido até a primeira farmácia que encontra aberta, ainda era madrugada, não haviam muitas opções. Comprou a fórmula, mamadeira, fraldas, pomada e tudo que o farmacêutico disse ser importante ter quando se tem um bebê em casa. Voltou rápido, enquanto sua esposa cuidava da criança, ele leu as instruções no rótulo e preparou o leite.

A pequena não apresentou qualquer resistência em aceitar a mamadeira, tamanha era sua fome. Depois de alimentada, ficou mais calma, uma garotinha linda de expressão serena, onde os pequenos olhos azuis, hipnotizou o casal. Não entendiam como alguém podia ter abandonado aquele bebê na porta de sua casa, em uma madrugada tão fria.

Christopher avisou que assim que amanhecesse, teriam que comunicar as autoridades sobre o fato, o que não agradou muito a sua esposa.

— Vão levar ela embora, Chris, não quero isso. Quero ficar com ela — confessa Olivia.

— Não podemos amor, você está fazendo tratamento para engravidar e...

— Há quantos anos, Chris?! Não quero mais esperar, vamos ficar com ela! Essa pequena pode ser minha única chance! — lamentou ela.

— Olivia, sabe que é uma responsabilidade que não esperávamos no momento!

— Espero por isso há anos Christopher, não foi por isso que eu larguei minha carreira de fotógrafa? Para ficar aqui e cuidar da minha família! Sabe que falta algo aqui, falta um filho Chris! Olha para ela, que menina mais linda! — disse, erguendo a menina para que ele visse sua face.

— Sim amor, muito linda, mas eu não esperava por isso, não sei o que dizer.

— Então pensa amor, com carinho — pediu suplicante.

— Está bem. Mas de manhã teremos que comunicar as autoridades de qualquer forma, ou teremos problemas, você sabe.

Olivia assente com a cabeça.

— Também temos que levar ela ao médico, para saber se está bem de saúde — observou ele.

— Claro amor, concordo. Depois quero comprar algumas roupinhas para ela — falou entusiasmada.

— Olivia...

— O que foi amor, aqui ou em qualquer outro, lugar ela precisa de roupas, não? — argumentou a esposa.

Assim, passaram o resto da madrugada acordados, apenas apreciando e cuidando do pequeno achado.

Pela manhã, fizeram o que combinaram. Christopher avisou Ramona que faltaria ao trabalho, mas não contou o motivo.

No hospital, todos os exames foram satisfatórios, a garotinha era saudável, embora prematura e tivesse menos que quinze dias. Depois notificaram os órgãos competentes sobre o abandono da criança, onde foram informados que a menina seria encaminhada para um lar adotivo e que como era tão bonitinha, certamente logo alguém a adotaria, o que fez Olivia querer pular em seu pescoço.

— Não precisam considerar nenhuma outra família. — falou enquanto o marido a encara. — Nós pensamos em adotá-la!

Christopher não fala nada.

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