Capitulo 27.1

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A resposta ao seu questionamento veio apenas quando seu irmão Allan e sua cunhada Jenifer chegaram para vê-la, quando finalmente ela já tinha a filha nos braços. Assim que eles entraram pela porta, Donna soube para onde precisava ir, eles eram sua única família e viviam em San Diego, certamente a aceitariam por alguns dias, pelo menos até ela decidir o que fazer.

Allan e Jenifer ficaram maravilhados com a linda sobrinha, parecia ser a cópia em miniatura da Donna, lourinha de olhos azuis, com a pele bem clara. Ao ser questionada sobre o nome da filha, Donna constatou que ainda não tinha escolhido, lembrou de Katherine, mas homenagear a irmã do seu marido estava fora de cogitação, então confessou que ainda não havia decidido.

Jenifer, imediatamente sugeriu o nome Danna, alegou que combinava com o nome da mãe e que ficaria perfeito naquela bonequinha. Allan foi da mesma opinião. Donna também adorou, não podia ter pensado em um nome melhor.

Ver sua família tão próxima a fez se encher de coragem, sabia que não podia falar nada, pois não acreditariam, na certa Vincent e o médico já haviam alertados eles sobre seu estado emocional, então não valia a pena se desgastar, mas precisava ir para a casa deles, tinha que ficar distante do marido até decidir o que fazer, então fez o pedido.

Donna pediu para o irmão e para a cunhada que a levassem com eles no dia seguinte, quando ela finalmente receberia alta com sua filha, alegou sentir saudades e se sentindo muito fragilizada, dependendo então do carinho e da ajuda da cunhada, o que foi aceito imediatamente. Para Allan e Jenifer, seria um prazer muito grande tê-la em sua casa, praticamente a criaram, então fariam o que pudessem para vê-la bem, restava falar com Vincent.

Ela sabia que ele chegaria a qualquer momento, então convenceu Allan e Jenifer a ficarem com ela durante a tarde, seria mais fácil conseguir, o que parecia ser uma autorização do marido, na frente deles, pois não poderia ameaçá-la, além de que, se ela se mantivesse calma e pudesse justificar da melhor forma possível o motivo da viagem, se Vincent negasse, sua família suspeitaria, então ela tinha uma pequena chance de conseguir.

Não demorou e Vince apareceu, estava feliz, mostrou-se animado ao encontrar o cunhado e sua concunhada. Depois de se cumprimentarem, ele apenas dirigiu um sorriso para a esposa perguntando se ela estava bem, o que ela assentiu com a cabeça, sem demonstrar a raiva que sentia. Em seguida, Vincent apanhou a filha nos braços, o que lhe fez sorrir ainda mais de alegria, ela era tão linda quanto sua esposa, uma verdadeira bonequinha de porcelana, o seu anjinho lindo tão esperado.

Vincent sentia uma satisfação enorme ao ter a filha nos braços, pareceu esquecer que tinham outras pessoas no quarto, voltando toda a atenção para ela, acariciando o seu pequeno rostinho e fazendo elogios.

— Estava esperando a menina crescer para escolher o próprio nome, cara? — brincou Allan com o cunhado.

— Verdade, Donna e eu não conseguimos entrar em um acordo — Riu ele.

— Tomamos a frente por você, já escolhemos o nome — comentou Jenifer rindo.

— Qual é, amor? — perguntou Vince se dirigindo a esposa.

— Danna — respondeu, tentando se mostrar empolgada.

— É lindo, eu também gostei. Para mim, ficou ótimo — falou com sinceridade. — Princesinha Danna, a lindinha do papai, vai ser uma rainha igual a mamãe! — falou carinhoso, acariciando a filha.

Donna sentiu o estômago revirar, mas aguentou firme. Sua vontade era pular nele e estapeá-lo, ainda não conseguia acreditar que aquilo fosse verdade. Doía ver aquele monstro enganando sua família, queria avisá-los, mas sabia das consequências, então se manteve calada, enquanto o marido e o seu irmão conversavam alegres e Jenifer tentava deixá-la mais confortável na cama. Levou mais de uma hora para que ela julgasse que o momento certo para falar de sua decisão de ir para San Diego havia chegado.

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