Prólogo

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- Eu já disse que não quero mais falar com você, Gustavo. Some daqui, vai embora. - Laura gritou demonstrando o quanto estava nervosa, continuou com a cabeça abaixada para não ter que olhar para a cara de pau do rapaz.

- Eu não posso fazer nada para... - Ele tentou se explicar mas foi impedido por Laura, que se levantou e ficou de frente para ele.

O tapa que atingiu a bochecha esquerda do Gustavo deixou claro que Laura estava falando sério.

As lágrimas que se formaram nos olhos da menina não era por causa da dor física que ela estava sentindo, apesar de sua mão estar vermelha devido a força que ela usou, as lágrimas demostravam toda a raiva que estava dentro dela.

Não conseguia olhar na cara de Gustavo sem sentir vontade de agredi-lo mais uma vez.

Gustavo olhava para o chão, não tinha coragem de olhar para Laura. Sentia vergonha e tristeza, se aquela situação havia chegado naquele ponto, a culpa era toda dele.

- Some da minha frente, por favor, você não imagina o tamanho da minha vontade de te jogar da janela desse apartamento. Não permita que eu suje as minhas mãos por sua causa. - Laura pediu enquanto andava de um lado para o outro, suas mãos tremiam e ela sentia que ia cair no chão a qualquer momento.

- Me desculpe, eu não queria que as coisas chegassem nesse ponto. - Ele sussurrou, torceu para que Laura estivesse escutado. Não teria forças para repetir aquelas palavras mais uma vez.

- Não é pra mim que você tem que pedir desculpas e você sabe muito bem disso. Vai embora, Gustavo, por favor. - Ela suplicou mais uma vez, queria que o rapaz desaparecesse o mais rápido possível. - Estou com nojo de você, estou com vergonha de ter dividido o meu lar com uma pessoa como você.

- Um dia você me disse que devemos tomar muito cuidado com as palavras porque elas também machucam, tudo o que você está me dizendo está me ferindo mais do que o tapa que você me deu.

- A diferença é que você merece ouvir essas palavras, isso não é nada comparado a tudo que você fez e está fazendo. Não percebe quanta gente você machucou?

Mesmo sabendo que estava errado, Gustavo não conseguia assumir todos os seus erros e muito menos fazer o que todos estavam pedindo.

Ele estava fugindo dos seus problemas mais uma vez, estava deixando claro o quanto ele era covarde.

- Vou voltar para o Rio de Janeiro, você nunca mais vai ouvir falar de mim. - Ele fez uma pausa, tinha a esperança de que Laura mudasse de ideia e o pedisse para ficar, como isso não aconteceu, ele continuou. - Obrigada por me ensinar a ser uma pessoa melhor.

Laura, que ate então estava com a cabeça abaixada, fixou o seu olhar no olhar do Gustavo, antes de respondê-lo.

- Se eu soubesse que pessoas com você nascem e morrem babacas, eu não teria gasto o meu tempo tentando te ensinar alguma coisa. - Ela respondeu e assistiu Gustavo sair do quarto logo em seguida, deixando ela, agora, acompanhada apenas pela sua dor e por suas lágrimas.





E ai pessoal, gostaram do prólogo? Não deixem de comentar o que acharam, é muito importante pra mim. Logo mais eu vou postar os próximos capítulos pra vocês. Eu espero que você gostem de acompanhar a minha nova história do mesmo jeito que eu estou gostando de escrevê-la. Se quiserem falar comigo, estou no ask: http://ask.fm/abrumag. Beijoos ♥

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