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Esse capítulo está tão aujkmdn não sei nem explicar. Espero de coração que gostem, porque o final tá péssimo <3

Verdade! Acabei escrevendo um poema sobre o que está acontecendo nesse mundo, e convido todos para lerem. Se chama O Fim das Flores, e é bem curtinho <3

Até mais!

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A alegria de acabar a prova de matemática e ficar finalmente longe dos números não se compara na infelicidade que eu tive logo em seguida. Após enfrentar todos os triângulos, losangos, senos e cossenos possíveis, achar que depois disso seria fácil foi mera mentira.

Ser prensado na parede pode ser pior do que eu imagino. Não, o pior é quando somos pegos de surpresa enquanto estamos prestes a ir ao banheiro. Dei graças pelo corredor estar vazio nesse momento, porque odiaria que alguém ouvisse as insinuações da Lea. Quer dizer... Nada que ela falou eu já não tenha ouvido, falado ou os dois, mas era realmente uma chatice. Isso tudo me fez lembrar de quando eu colocava alguém contra os armários. Era bom. Agora é sobre estantes.

— Você está indo encontrar aquela garota, né? — Lea diz pendurada no meu pescoço.

louca!? — pergunto indignado.

— Estou, por você — ela confessa e se aproxima do meu rosto, olhando profundamente nos meus lábios como se estivesse faminta. No momento, me sinto como se fosse um pedaço de bife. — Só não consigo entender como você foi gostar justo daquela menina. Andrea o nome dela, certo?

— Você sabe muito bem — digo entre dentes. Andrea não é simplesmente "aquela menina".

Não vou mentir ao dizer que a Lea não é bonita. Seus cabelos loiros são completamente lisos até as costas, e posso afirmar que ela tenta o máximo não ter nenhum defeito com aquele rosto sem nenhuma falha. Eu diria que ela é uma boneca humana, mas qual a graça? Nenhuma. Se eu não tivesse tão envolvido com a Andrea, eu até cogitaria a questão de ficar com a Lea, mas isso não está mais em minha mente (na verdade não está mais aqui em falou isso). Andrea é tão natural, e eu gosto disso.

— Você é tão lerdo, Benjamin! Não percebe que é falta de tempo... — insiste e coloca seu indicador em meus lábios, descendo vagarosamente até o meu peitoral. O que eu ainda estou fazendo aqui!? — Perda de tempo ficar correndo atrás de quem não te quer. Não percebe que tem eu querendo te provar?

A olho nervoso a ponto de pegar o seu pulso — juro que tentei ser o mais delicado possível — e inverter a posição, colocando-a contra o armário. Me aproximo de seu rosto e tento ficar mais concentrado possível enquanto ela abre um sorriso vendo que eu estava caindo em seus "encantos". É sério? Achei alguém mais tapado que eu! Nunca que isso iria acontecer (mentira), mas vamos jogar um pouco.

— Resolveu atuar, Ben? Sabia que eu sempre tive um ponto fraco por esse seu braço? Sei que você toca violão, mas... — ela diz tirando seu pulso de minhas mãos e passando pelo meu braço. — Mas você podia simplesmente fazer outra coisa...

— Ah, é mesmo? — pergunto com uma sobrancelha arqueada. — Eu posso fazer muitas coisas, Lea, mas com você a única coisa que eu vou fazer é ficar longe.

Finalizo a palhaçada e me afasto dela, terminando de andar pelo enorme corredor enquanto ela bufa de raiva e vai para o lado oposto. Agora eu só fico me perguntando o que ela irá fazer em seguida. Atingir a Andrea? Sinceramente, está ficando insuportável todo esse drama.

Quando finalmente chego perto do banheiro, ouço um choro abafado numa sala ao lado. Mas o quê!? Nem sabia a existência daquele lugar, só sabia que era para guardar coisas de faxinas, etc. Minha curiosidade é maior, e não posso deixar de me aproximar o suficiente a ponto de colar o ouvido na porta. Benjamin sendo Benjamin, não é mesmo?

Além do MarWhere stories live. Discover now