Capítulo 14

31.1K 2.2K 54



    Depois de irmos para o cinema, Matt fez questão de nos levarmos a uma sorveteria, caso contrário teríamos que escutar ele cantar. Ninguém gostaria de ouvir ele cantar, bem talvez tenha alguém perdido nesse mundo que gostaria.

— Faz tempo que não como sorvetinho - Savannah diz enquanto lambança toda a blusa.

— Comi um hoje de manhã! - digo piscando para ela, mas ela faz cara de inveja.

— Você foi com quem que não me convidou - ela pergunta.

— Um amigo Savannah - percebo Matt me olhar de canto. Continuo conversando e comendo.

— Acho que consegui uma escola para Savannah... Mas a pequena Sasah não quer ir - minha mãe fala enquanto Savannah já começa a se defender.

— Tem gente com cabelos lá.. eles vão zoar de mim - ela se defende e Matt olha para minha mãe.

— Então porque não compramos uma peruca? - ele sussurra e Sah sorri como se fosse uma ideia brilhante.

É nessas horas que eu pergunto aonde está aquele homem rude?

— Olha só a hora, temos que ir embora - digo sendo a "mãe do pedaço".

Savannah como sempre dormiu no carro, Matt teve que arregala para o quarto. Mamãe estava tomando banho e eu procurando alguma roupa.

— Sua irmã parece muito melhor.. - ele comenta e ri. — Que tal amanhã a gente ir comprar roupas para ela?

— Matthew você já fez coisas demais por mim, não posso aceitar. Não tenho como pagar depois - sinto um clima ruim, enquanto ele passa as mãos na testa que suponho estar suada.

— Não fiz isso por você, fiz isso por ela - suas palavras foram grosseiras mas sua resposta me pegou desprevenida. Já era de se imaginar que ele gostava dela, mas realmente eu não teria dinheiro para pagar ele era muito mais rico do que eu, será que ele não enxergava isso?

— Obrigada Matt, mas acho que não posso paga-lo por isso.

— Pensei que nós já havíamos conversado, quando estávamos lá em casa..- ele revira os olhos. — Quer dizer na minha casa.

— Eu estou trabalhando para conseguir o dinheiro do tratamento de Savannah, se você gastar mais dinheiro não poderei pagar.

Quando percebo eu já estava quase gritando, dando de dedo em sua cara.

— Você não queria fazer faculdade, guarda para isso. Estou fazendo o que posso Emmanuela.

Matt desaparece pelo corredor, enquanto eu acabo sentando na minha cama desarrumada pelas malas.

— Acho que ele gosta de você - minha mãe aparece com seu pijama de joaninha.

— Olha mãe eu estou de cabeça quente, não quero ouvir piadas - respiro até me acalmar mas ela não me dá ouvidos e continua.

— Você devia ser mais bondosa, está ficando muito cheia de rancor.

— Olha mãe, não quero discutir com você.

— Tenha paciência minha filha, até mesmo os mais cruéis tem bondade no coração.

— Mãe preciso que você tenha mais paciência que eu - começo a rir, não consigo aguentar e lhe dou um abraço é tão reconfortante.

No outro dia de manhã fico mais aliviada, não vi Matt voltar pois eu já tinha ido dormir, ele também não estava ali na cama. Mas a mesma estava toda bagunçada sinal que alguém dormiu.

— Bom dia mãe! - digo dando um beijo em sua testa.

— Bom dia Emmazinha - minha mãe cantarola enquanto prepara alguns ovos.

— Aonde está Savannah?- pergunto enquanto esfrego meus olhos.

— Eles foram comprar pão.

Volto para o banheiro e lavo meu rosto. Meu cabelo está horrível, tendo pentear mas não dá muito certo então eu apenas prendo em um coque solto.

— Filha eu vou ir entregar alguns currículos hoje - mamãe avisa, sento na mesa e fico segurando minha própria cabeça com as mãos.

— Filha, você me ouviu?- balanço a cabeça que sim, enquanto ela fica esperando resposta.

— Estou com um sono - reclamo, mas a porta é aberta e olho Savannah com Matt.

— Bom dia dorminhoca - Savannah ri, seus olhos azuis ficam bem iluminados quando está feliz.

— Bom dia meu amor - um beijo é roubado, meu coração acelera e minha respiração fica pesada.

— Então combinamos de passar o dia na praia o que achas? - ele pergunta para minha mãe, mas a mesma olha com preocupação para Savannah.

Porque eu ainda estou com a respiração pesada? Ele é tão... tão... tão.. sensual.

O que? não, para de ser louca.
Sai da mesa e acabo fazendo barulho demais, vou para o banheiro e me tranco para acalmar os nervos..

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora