Capítulo 22

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Adelle ficou apenas duas semanas com os amigos, isso graças a muita insistência do casal, pois por ela, tinha voltado para sua casa em três ou quatro dias. Também voltou logo para o trabalho, pois para ela, parecia a melhor maneira de se distrair.

Apesar de ainda sentir muita raiva de Giovani e lamentar a perda do seu bebê, ela já parecia estar bem, pois era de personalidade forte, não se deixava abater, além disso, também era determinada, tanto que já havia retornado ao seu médico, informando que queria fazer o procedimento de inseminação artificial novamente.

Fez novos exames, a partir de seus resultados, lhe foi dado certeza que em noventa dias poderia começar a tomar os medicamentos para ovulação, para posteriormente estar pronta para a inseminação artificial e após um ciclo menstrual completo, fazer o teste de gravidez. Adelle aguardava a passagem do tempo ansiosa e cheia de expectativas.

Depois que ela saiu da casa de Vincent, Giovani tentou fazer contato com a advogada, pois como se sentia culpado pelo que lhe aconteceu, queria se desculpar, mas Adelle evitava-o sempre.

Vincent estava cada vez mais preso ao hospital, pois a cada dia que passava, se aproximava a data da viagem.

Ele e toda equipe, corriam o quanto podiam com as pesquisas desenvolvidas no hospital, pois queriam adiantar o serviço e como foram todas iniciadas pelo chefe que ficaria ausente, ele mais do que ninguém, queria vê-las concluídas, desde que com resultados satisfatórios.

Por algum tempo, Donna conseguia esperar o marido até tarde, mas logo foi vencida pelo cansaço da espera e sempre estava dormindo quando ele chegava. Ambos não gostavam disso, pois tinham pouco tempo juntos, já que se viam apenas pela manhã, mas sabiam que aquela situação era necessária e passageira.

Donna incentivava o marido em tudo quanto ele se propusesse a fazer, ele fazia o mesmo com ela. O casal se entendia muito bem.

Fora a correria no hospital e o acerto dos detalhes da viagem que ele faria para Chade, Vincent tinha outra ocupação. Nos últimos dias, ao sair do hospital, não ia direto para casa, mas fazia diferentes trajetos pelas ruas fracamente iluminadas de algumas regiões de Los Angeles.

Começou a sondar primeiro pelas proximidades da cafeteria que frequentava com a esposa, mas quem ele procurava não estava por ali, na certa, ela se refugiava em outro lugar para descansar. Assim, mudou o trajeto, dirigiu por várias áreas em que acreditava que ela poderia estar.

Procurou ao longo dos dias, por lugares onde houvesse alguma concentração de moradores de rua, mesmo percebendo a dificuldade que enfrentaria, já que aquela mulher poderia estar em qualquer canto daquela cidade, uma das maiores regiões metropolitanas do mundo e uma das mais populosas dos Estados Unidos.

Não tinha como procurar por ela em listas telefônicas, pela internet ou em um lugar especifico. Caso se aproximasse dela nos dias em que a visse na cafeteria, chamaria inevitavelmente atenção, assim como procurá-la nos estabelecimentos que alojavam mendigos, principalmente porque ela apareceria morta depois.

A busca diária chegava a durar várias horas da noite. Ele sabia que em algum momento a encontraria.

Estava certo, ele a encontrou.

Passava da meia noite, quando Vincent viu a moradora de rua caminhando lentamente pela calçada deserta, envolta de um cobertor sujo, o cabelo solto e desgrenhado a denunciou, pois ele a viu de costas.

A rua também não apresentava qualquer movimento, pois apenas seu carro transitava ali, agora dirigia mais vagarosamente do que antes.

Resolveu passar por ela, ir mais para frente, pois era a única forma de saber se haviam outras pessoas, mesmo que mais mendigos, na direção em que ela ia, pois não sabia se aquela mulher caminhava sem rumo ou se estava indo encontrar alguém ou para algum lugar.

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