Capítulo 19

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Vincent passou todas as informações e orientações para os integrantes da equipe, aos que ficariam em Los Angeles sob a responsabilidade da Ruby e aos que o acompanhariam em Chade.

O destino escolhido surpreendeu a todos, mas ainda assim, pareceu-lhes promissor, não dava para negar o quão grandioso era a oportunidade que teria Vincent e seus selecionados.

Ruby esperou que Vincent fosse para sua sala, para então segui-lo e poder conversar com ele a sós. Ela entrou logo atrás dele, foi apenas nesse momento que ele se deu conta da presença dela.

— O que quer, Ruby? Já a parabenizei no laboratório! — falou sem emoção.

— Sério que me deixar na liderança foi a melhor desculpa para não me levar contigo para Chade? — questionou Ruby, irritada.

Ele apenas a encarou e sorriu, não esperava por essa reação, mas não se intimidou.

— Não negue Vince, sabe que eu seria ótima na sua equipe fora daqui! O Jhoe poderia ficar responsável pela equipe no hospital, ele era o mais indicado. Não quer me levar porque está querendo me evitar!

— Não vou negar, Ruby — interrompeu ele. — Mas francamente, o fato de eu não te querer na minha equipe, não anula a excelente oportunidade que estou te dando, muitos aqui precisariam trabalhar muitos anos para chegar a isso e podem nunca chegar! — disse em tom jocoso.

— Não seja sínico Vince, sabe que quero ir com você para Chade, todos queríamos desde o início e eu sou a sua melhor indicação. Não me importo nenhum pouco em assumir uma equipe, se eu quisesse isso bastava eu pedir que meus pais fizessem essa recomendação! E você também sabe disso, não é verdade? — perguntou ainda mais irritada.

— Então vamos evitar que seus pais se deem ao trabalho — disse sério. — Não quero você na equipe e também não te quero no hospital, mas não posso negar que você se destaca e que merece o novo cargo, mas a decisão de quem vai para Chade comigo cabe exclusivamente a mim, então, não existe a menor possibilidade de você ir Ruby, não importa o que você diga.

— Ok, Vince, não vou insistir — falou dando uma pausa. — Até porquê sabemos o motivo de estar fazendo isso, não é?

— Sabemos, Ruby!? — perguntou ele irônico, mas curioso pela resposta dela.

Ruby ignorou sua pergunta, se dirigiu até a porta para sair, mas virou-se para ele novamente.

— Você ainda não me agradeceu por apagar você das câmeras, Vince! — falou em tom desafiador e sai batendo a porta atrás de si.

Donna já não via a hora de falar com Adelle, mas sabia que se a amiga ainda não tinha ligado para ela, é porque estava bastante ocupada, por isso tinha aguardado sua ligação tão ansiosa.

Finalmente seu celular tocou, acusando a ligação da advogada.

— Oi, Ade, que bom que ligou. — Ela riu. — Não aguentava mais esperar para falar contigo.

— Somos duas, Donna, queria falar pessoalmente, mas hoje não vai dar e eu também não quero ter que esperar para contar. — respondeu a advogada.

— Então me conte, Ade, mas antes, o que houve, que te fez correr para o trabalho? — perguntou a professora, curiosa.

— Para ser franca, nada demais. Eu me pus a disposição de alguns colegas para o que precisarem aqui no fórum, coisa que eles estão levando muito a sério por aqui, me chamam para tudo — Ela gargalhou. — Mas nada que eu não dê conta. Apesar da correria, isso acaba me ajudando muito, preciso mostrar trabalho agora mais do que nunca Donna, mês que vem vou saber se serei ou não uma promotora da justiça — explicou Adelle.

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