Capítulo 5

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Assim que a rainha Elisabeth passou pela porta do salão onde nós estávamos esta manhã, senti o nervosismo pairar no ar

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Assim que a rainha Elisabeth passou pela porta do salão onde nós estávamos esta manhã, senti o nervosismo pairar no ar. Nunca tinha ouvido ela falar, a não ser nos jantarem onde nos cumprimentava com um polido, Boa noite, e nada mais.

Nós sabíamos que era muito discreta e reservada, o que não foi diferente hoje, já que apenas nos cumprimentou e sentou em uma das poltronas no canto direito do salão, nos observando. Verônica estava nos ensinando a falar, mostrando o correto e o incorreto de algumas palavras e quando deveríamos usa-las.

— Outra coisa muito importante é o tom das palavras. — Verônica comentou enquanto andava pelo salão, revessando seu olhar entre nós — Não falem alto, isso passa como grosseria.

— Meu avô sempre me dizia que às vezes não é o que você fala, mas sim como você fala. — Murmurei em um pensamento alto.

— Então seu avô é muito sábio. — A rainha afirmou se pronunciando pela primeira.

— Sim. Ele é. — Concordei com um pequeno sorriso, que foi retribuído por ela.

Continuamos nossa aula até o almoço ser servido. Este foi apenas com a presença da rainha e Verônica, já que o rei e o príncipe estavam em uma reunião importante novamente. Depois de prontas, voltamos ao salão e retomamos nossa aula.

Já era meia tarde quando uma das criadas bateu a porta do salão pedindo licença e indo até Verônica, falando baixo perto de seu ouvido.

— Obrigada. — Agradeceu à criada, que assentiu já saindo — Alisson?

— Sim. — Ela respondeu.

— O príncipe deseja sua companhia para um chá antes do jantar. — Explicou com um sorriso gentil — Você está liberada.

— Obrigada. — Alisson agradeceu e levantou de seu lugar, saindo rapidamente do salão.

— Acho que podemos libera-las também Verônica, por hoje já tivemos muito. — A rainha sugeriu levantando-se da poltrona e caminhando até perto de onde estávamos.

— Claro. — Ela concordou e se virou para nós — Vocês estão liberadas.

Nós nos levantamos fazendo uma pequena reverência à rainha e saímos do salão. Algumas garotas subiram para seus quartos, outras foram ao salão principal para conversarem e eu ao jardim. Queria respirar um pouco de ar puro.

Andei por uma trilha de pedras grandes e cinzas, que tinha recém descoberto existir ali. Então, quando já estava alguns metros longe do palácio olhei para os lados e fiz o que tanto queria, tirei os saltos e finalmente pisei no chão, agora sem nenhum empecilho.

Suspirei contente com aquilo e peguei os sapatos nas mãos, continuando meu caminho. A temperatura era agradável e tinha uma brisa leve que sacudia as árvores e plantas dali.

Convocadas - Destinada [COMPLETO]Onde as histórias ganham vida. Descobre agora