20- Tudo vem à tona

Começar do início

-E você não fez nada para ajudar a tal Rose? -minha loirinha parece indignada.

-Eu tentei, Luna. Acontece que Susan aprontou de novo -suspiro. -Eu fiquei transtornado ao saber a verdade e disse que contaria tudo ao diretor no dia seguinte. Rose era inocente e não merecia ter seu futuro destruído por causa de uma menina mimada. Susan chorou e me implorou para não contar nada, mas eu estava irredutível. Naquele dia fui dormir extremante tarde, pensando no que iria fazer. Assim que peguei no sono, acordei com meu celular tocando. Atendi e era do hospital, dizendo que Susan havia tentado se matar.

-Oh, meu Deus -Luna arfa e leva as mãos a boca.

-Mesmo com ódio pelo o que Susan havia feito, fui até o hospital para vê-la. Ela havia tomado um frasco inteiro de comprido, misturado com bebida alcoólica. A sorte foi que Susan dividia o apartamento com uma garota e ela chegou a tempo de chamar uma ambulância. Eu esperava encontrar os pais dela ali no hospital, mas a louca me contou que pedira aos médicos para não contar a eles do ocorrido. Meu número estava na discagem rápida de seu celular, então por isso me ligaram primeiro. Eu esperei Susan receber alta e terminei tudo com ela. Eu não podia ficar com uma pessoa tão ruim e que não estava bem mentalmente.

-E como ela reagiu? -pergunta Luna.

-Chorou, implorou para não terminarmos -conto. -Eu já esperava por tudo isso, então fui preparado. Disse o que tinha que ser dito e fui embora. No dia seguinte conversei com João, o pai de Susan. Disse a ele tudo o que sua filha fez e senti pena quando o homem começou a chorar bem na minha frente.

-Coitado -Luna também se compadece. -Nenhum pai e mãe merece passar por isso.

-Pois é -concordo. -João ficou incrivelmente triste, mas também me pareceu envergonhado pela filha. No mesmo dia, passamos na faculdade e conversamos com o diretor. Enquanto eu falava, ele parecia não acreditar em mim. Mas quando João tomou a frente, o diretor Cornwell foi obrigado a acreditar. Afinal, que pai inventaria tamanha barbaridade sobre o filho?

-E o que aconteceu depois disso?

-Obviamente Rose foi inocentada e conseguiu sua vaga de volta. João fez questão de dar a ela um cheque bem recheado, se desculpando por tudo. Susan passou por dezenas de exames psicológicos e foi diagnosticada com esquizofrenia e bipolaridade.

-Meu Deus, é ainda pior do que eu pensava, Noah! Ela foi internada, certo?

-Sim. Seus pais a colocaram na melhor clínica do Reino Unido.
-Isso faz quanto tempo?
-Eu ainda estava no meu último ano, então uns quatro anos -faço as contas.

-Me pergunto como é que ela veio parar aqui. Ou melhor, como nos achou...
-Querendo ou não, nossos nomes são conhecidos, loirinha. Eu tenho uma empresa e você é uma estilista mundialmente conhecida. Nos encontrar não deve ser tão difícil assim -o que eu acho uma grande merda.

-Acho que você tem razão, moreno- Luna parece pensativa, enquanto olha pro nada. Ela passa os dedos pelas marcas em seu braço. -Acho que isso mostra que Susan continua desequilibrada, não é?
-Infelizmente sim, minha linda -me sento ao lado dela e passo a mão por seu rosto delicado. -Ainda bem que ela não fez mais nada a você.

Luna me olha hesitante, querendo contar alguma coisa. Merda, o que aconteceu que não estou sabendo?

-Ela fez mais alguma coisa a você além desses machucados, Luna? -pergunto extremamente sério.
-Ela me ameaçou, Noah -suas palavras são como um soco em meu estômago.

-Como é que é? -me levanto abruptamente. -Ela fez o que?
-Não sei se foi bem uma ameaça, mas ela...
-O que foi que ela disse, Luna? -minha paciência foi pro espaço. Meu coração bate como louco dentro do meu peito.

-Primeiro ela disse: "O que você tem que eu não tenho?" -conta.-Bem, depois ela...
-O que foi, loirinha? -me preocupo com a cara que Luna faz.

-Susan disse: "Coisas ruins acontecem até com os mais afortunados, sabia?"
-PORRA! -grito tão alto que a assusto. Sinto a preocupação e o medo finalmente chegarem. Não temo por mim, mas sim por Luna.

-Você acha que ela pode mesmo tentar alguma coisa contra mim? -pergunta assustada.
-Odeio admitir isso, meu amor -fecho os olhos, não querendo dizer isso em voz alta. -Mas, sim. Susan é capaz de tudo.

-O que fazemos agora? Meu Deus, o que vamos fazer, Noah? -se desespera. -Tem uma louca me perseguindo e acabo de descobrir que ela pode me matar!

-Calma, loirinha -a abraço. -Eu não vou deixar Susan chegar perto de você de novo. Ouviu bem?
-Ouvi, moreno. Mas o que vamos fazer agora?

-Pedir ajuda de uma pessoa próxima.
-Quem? -ela me olha curiosa.

-Seu irmão Heitor.

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Opa, Heitor modo delegado está chegando, meu povo!!! 😱😱😱HAHAHAHA

AIII QUE LOUCURAAAA BRASIIIILLLLL 😂😂😂😱😍😭😋

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A Paixão Acontece - Trilogia SchneiderLeia esta história GRATUITAMENTE!