Amizade

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"A amizade pode brotar

Onde menos se espera,

Pode acabar

Entre quem menos se avizinha,

Pode perdurar

Naqueles que uma segunda oportunidade

Souberem dar.

Ninguém vive sem amizade.

E todo o amor tende a assim começar."


Meus olhos estavam fixos no teto se focando em nada. Passara a noite em claro, sem conseguir dormir e não me sentia exausta de todo. Meus olhos ardiam e doíam, mas isso estava relacionado com as lágrimas que haviam secado.

Já havia amanhecido e pela forma como os raios de sol já não invadiam meu quarto, eu suspeitava que passava das 10h.

Joguei os cobertores para o lado e me levantei lentamente da cama. Minha barriga hoje pesava mais do que em qualquer outro dia, bem como o restante do meu corpo. Ou talvez eu só estivesse sem forças para suportar o peso.

Estava sem vontade nenhuma de me arrumar. E muito menos queria me olhar no espelho agora. Talvez querendo prolongar a sensação de que ainda estava dormindo e que tudo o que eu passei a noite pensando não passasse de um sonho ruim.

Então apenas esfreguei o rosto, a fim de me livrar das remelas e prendi o ninho de ratos que se formava na minha cabeça em um coque alto e mal feito e fui caminhando até à sala.

Pelo silêncio que se instaurara eu poderia julgar que não estava ninguém em casa, mas muito pelo contrário. Ela estava cheia como o habitual.

Leah correu até mim e me abraçou forte, murmurando uns "graças aos céus que você está bem" e outras frases do tipo. Não entendi bem aquilo, mas minha mente estava de raciocínio lento. O que era benéfico para mim nessa altura.

Corri meus olhos por todos, me surpreendendo com suas caras de furiosos ao me devolverem o olhar. Embry não estava entre eles, o que me cortou o coração.
Mesmo assim fiquei sem entender o que eu fiz de errado para ser "recepcionada" desse modo. Mas ninguém falou nada.
Me sentei na mesa e Seth me estendeu um prato com alguns snacks matinais. Ele, além de Leah e Emily, era o único que não me olhava de maneira hostil. Parecia até...compreensivo.

Tentei empurrar pela garganta algumas gororobas, mas parecia que eu tinha uma parede espessa que impedia a comida de descer. Por fim desisti. Não estava aguentando aquele clima então empurrei o prato, praticamente intocado, e me ergui da cadeira.

-Onde você vai? – Emily questionou preocupada.

-Dar uma volta. Preciso de ar. Isso hoje aqui está de cortar a tensão à faca! – Resmunguei olhando todos e virei as costas.

-Você não tem a noção do que fez! – Escutei alguém falar de forma acusatória.

-Jared! – Sam repreendeu.

-Então me digam, o que foi que eu fiz? Hã? Vão me dizer que todos vocês são amiguinhos daquele troglodita idiota que tentou bater em mim e Bella e ameaçou de morte o Edward.

-Você não sabe de NADA da história, portanto não se intrometa! – Paul cuspiu, tremendo.

-Claro que não sei. Mas nenhum motivo do mundo é motivo para um homem bater numa mulher! Mas bom, vocês são todos farinha do mesmo saco, não é? Vai querer me bater também? – Provoquei e Paul deu dois passos em frente, me olhando com uma fúria desmedida.

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