Capítulo 16.1

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Finalmente sábado e o almoço de aniversário de Donna havia chegado. Vincent não a deixou fazer nada na cozinha, afinal, ela era a aniversariante e ele fazia questão de cozinhar algo especial para a ocasião.

Sabendo que a amiga estava dispensada dos afazeres na cozinha, Adelle chegou mais cedo para lhe fazer companhia, causando certa surpresa ao chegar desacompanhada.

— Parabéns, Donna, muitas felicidades para você! — disse a convidada lhe entregando uma sacola.

— Oi, Ade, entra. E Diogo, por que não veio com você? — perguntou Donna, depois de abraçá-la.

— Ele terminou comigo, ontem à noite. Disse que sou egoísta, que não dou atenção para ele! Essas coisas que os homens gostam de dizer! — respondeu sorrindo, mas nitidamente triste.

— Sinto muito. O Vince está na cozinha, vamos lá para você cumprimentá-lo, depois subimos para conversarmos no quarto. Aproveito e abro o seu presente! — falou Donna, puxando-a.

— Oi, Ade, como está? E... — interrompeu ao ver a esposa lhe fazendo um sinal, que ele sabia bem o que significava. — E o trabalho, como vai? — reformulou beijando-a no rosto.

— Está tudo bem gato, não precisa se preocupar — respondeu ela sorrindo.

— Vince, não precisa mesmo de mim por aqui? — indagou Donna.

— Não amor, eu dou conta! — respondeu ele.

— Então vou subir com a Ade para o quarto — informou ela.

— Está bem, quando eu terminar, chamo vocês — disse ele, enquanto as duas saíam da cozinha.

As duas se retiram.

No quarto, Donna apanhou o presente trazido pela amiga.

— Espero que você goste — falou Adelle vendo a amiga abrir o embrulho.

— Ai, meu Deus, que lindo, Ade! — disse a aniversariante maravilhada ao ver seu presente, uma camisola longa de cor verde, em seda e rendas. — Obrigada, eu amei!

— Achei sua cara, como você gosta de verde. — Ela ri. — Mas confesso que, por mim te daria uma totalmente transparente, tenho certeza que o Vince iria adorar... se você usasse!

— Sabe que me sinto mais à vontade assim. Obrigada por considerar os meus gostos — Ela riu, se jogando na cama, onde a amiga já estava confortável. — Quer falar sobre o Diogo?

— Não adianta, é o de sempre, você sabe. Mas Donna, estou pensando em fazer uma coisa e queria que você me acompanhasse.

— Claro, o que quer fazer?

— Bem, eu tenho pensado bastante e resolvi que quero ser mãe independente. Cansei de esperar por alguém. Acho que nunca vou casar, não consigo nem sequer namorar, mas quero ter um filho.

— Ade, você está se precipitando!

— Não, Donna, não estou. Enquanto eu estiver nesse ritmo advogando, não vou conseguir um namorado, casar muito menos. Eu já fiz trinta anos, não quero ser mãe muito velha, não quero e não posso ficar esperando. Pesquisei por algumas clínicas que fazem o procedimento de fertilização através da doação anônima de espermas. Tem muitas clínicas que são de confiança. Eu quero fazer isso. Queria que você fosse na clínica comigo.

— Eu vou, claro, mas ainda acho que você está sendo precipitada. Você pode ter quem quiser, Ade!

— Não sem ter que diminuir o ritmo no meu trabalho e eu não posso fazer isso, Donna. Quero ser promotora e se eu não desempenhar bem minha função, não vou conseguir. Não posso escolher entre meu trabalho e um namorado Donna, não agora.

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