Capítulo 15

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Christopher e Ramona foram chamados para a cena de mais um crime, as informações que receberam por telefone deram a eles a certeza de que tinham começado a viver um pesadelo, pois ao que parecia, o Ceifador de Anjos havia atacado novamente.

Chegaram ao endereço rápido, os policiais informaram que o proprietário da kitnet foi quem encontrou o corpo, ao receber várias reclamações de mau cheiro vindo daquela casa.

A sala onde encontraram o corpo era demasiadamente apertada, mal cabia a equipe e os policiais. Os detetives foram ao encontro de Ladonna, que apresentava uma expressão de desapontamento.

— Nada bom para nós, não é!? — perguntou Christopher olhando para o chão, onde o corpo estava coberto por um lençol branco.

— Nada. O nome da vítima é Stephanie Evans Anderson, vinte anos, mora sozinha. Só estuda, não trabalha, por isso as despesas eram mantidas pelos pais, que residem em São Francisco. Está morta há três dias e ninguém viu ou ouviu nada suspeito por aqui.

— Nossa, parte disso nós que devíamos ter descoberto — Riu Ramona.

— O proprietário da casa tem a boca grande — Sorriu. — E vi os vizinhos comentarem com os policiais.

— Entendi. Mesmo modus operandi?

— Tudo igual. Sem agressão física, aparentemente não houve agressão sexual também. O feto foi extraído e apesar do corpo já estar se decompondo, a marca Mt 13 19 está bem visível na cocha dela. O assassino também limpou parte da bagunça, não encontramos nenhuma digital.

— Eu queria dizer que estamos preparados para o que está por vir, mas não estamos! — reconheceu o detetive.

— Vamos ter que assumir nosso erro para a imprensa — afirmou Ramona, ciente de que a Corregedoria exigiria um esclarecimento do erro cometido por eles, ao terem declarado a morte do enfermeiro como o fim dos casos do Ceifador de Anjos.

— Vou ligar agora para o Jeremy, não quero que ele seja pego de surpresa — disse Christopher, enquanto tirava o celular do paletó, se afastando da parceira e da legista, que continuaram discutindo o caso. Ramona aproveitou para ver o cadáver.

A ligação durou alguns minutos, logo Christopher voltou a fazer-lhes companhia.

— Jeremy disse para não nos preocuparmos com a Corregedoria, disse que ele se entende com ela. É para focarmos no caso.

— Vamos à universidade para sabermos mais sobre a vítima. Boa sorte para nós! — disse a detetive com um suspiro.

Ficaram pouco tempo na cena do crime, pois sabiam que não havia nada ali que pudessem usar. Seguiram para a faculdade, onde encontraram apenas alguns funcionários na secretaria e o diretor, os demais, estavam gozando de férias.

O diretor recebeu os detetives em sua sala, depois de ser informado sobre o acontecido, mostrou a eles o histórico da garota. Contou o que sabia sobre as dificuldades enfrentadas por ela nos últimos meses, sobre os vídeos que se espalharam entre os estudantes e a tentativa de ajudá-la por parte dos professores. A pedido de Christopher, o diretor separou para eles os endereços dos dez professores da garota. Até ligou para um deles para perguntar que outros estudantes eram próximos da vítima e que pudessem cooperar com a investigação, assim, deu aos detetives o nome e endereço de duas antigas amigas da Stephanie.

Os detetives foram atrás de cada um dos professores, passaram a tarde e parte da noite fazendo isso. Encontraram alguns, outros não.

— Dos dez professores da nossa vítima, encontramos seis que estão em Los Angeles, todos com álibis que ainda precisam ser confirmados — informou Christopher, sentando em sua cadeira no departamento.

O Ceifador de Anjos: A Coleção de FetosLeia esta história GRATUITAMENTE!