Capítulo Um

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Naquele dia, o reino de Hammerlock se encontrava em festa, pois a rainha Aurora, grávida de sete meses de uma menina, foi convidada pelo rei Salazar, do sub-reino de Blur, para uma urgente conferência em seu palácio.

O sub-reino de Blur era conhecido por sua fauna e flora ricas e pela sua influência de cultura oriental. O maior problema enfrentado por Blur era a travessia de sua fronteira, já que ela era conhecida pela violência e principalmente pelos saques de carroças.

A rainha Aurora, acompanhada por seu courtier real, Félix, preparou-se para a viagem a negócios, recebendo a sua ajuda para arrumar a carroceria real para aquela longa viagem a rumo do Oriente. Próximos de chegarem ao seu destino, a rainha escutou um barulho vindo da mata. Ela olhou para os lados e um vulto, aparentemente pequeno, de tonalidade esverdeada foi avistado por ela. A rainha, então, comentou com Félix sobre o que havia visto.

— Majestade, a senhora tem certeza do que viu?

— Sim, Félix. Eu tenho certeza de que eu vi uma sombra passando ao meu lado!

— Eu vou procurá-la então, se a senhora desejar.

Félix olhou para o mesmo lado que a rainha afirmou ter avistado a sombra esverdeada. Depois de alguns segundos, o courtier conseguiu ver a sombra, que se materializou, transformando-se em um pequeno ser. Era um goblin! Félix decidiu, então, sair da carruagem real para procurar a pequena criatura que havia sumido novamente.

– Vossa Majestade, por favor, permaneça aqui. É para a sua segurança. Eu prometo que em breve, estarei de volta – Assim que o courtier desceu da carruagem, o pequeno goblin começou a arranhar a parte de trás da carroceria, certamente tentando escalá-la.

Félix possuía poderes, assim como a rainha Aurora. Ambos eram condutores, seres humanos que manipulavam todas as formas de matéria possíveis. Resumidamente, eram seres humanos que tinham poderes. O poder de Félix era considerado raro e peculiar, pois ele manipulava pedras preciosas.

Assim que ele percebeu o risco que sua ama estava correndo, aproximou suas mãos, movimentando-as em círculos, esticando os dois dedos indicadores, de forma que se formou um selo de magia, em coloração prateada, a sua frente. Um feixe de luz foi disparado de dentro do selo, onde era visível a formação de projéteis de diamantes se dirigirem ao Goblin, atingindo-o em cheio, fazendo com que ele fosse arremessado a aproximadamente vinte metros de distância e atingisse sua cabeça em uma árvore gigantesca.

Antes que Félix pudesse voltar à carruagem, uma grande multidão de goblins apareceu. Eram tantos que ele não daria conta de proteger a rainha sozinho. Sua rainha começou a passar mal, sentia-se enjoada e por fim, desmaiou dentro da carruagem.

Para a sorte de Félix, um cavaleiro apareceu. Montado em seu garanhão, o cavaleiro usava uma armadura com o símbolo de Blur, uma águia dourada com cauda longa. Ele desmontou de seu belo cavalo, segurando sua espada e seu escudo pesado. Aproximou-se das pequenas criaturas que saíam da floresta, ansiosas para se aproximarem da rainha e saquearem a sua carruagem real, cheia de objetos de valor inestimáveis. O cavaleiro ergueu sua espada e atingiu cada uma das criaturas. Sua espada soltava faíscas de fogo e, toda vez que acertava um goblin, ele era dilacerado ao meio. Dessa forma, restou apenas um goblin. Ele não atacou o cavaleiro, apenas sumiu no meio da mata densa.

Ao final da intensa luta contra os goblins, o cavaleiro dirigiu-se a Félix e perguntou:

— O senhor e a vossa Majestade estão bem?

— Eu estou, mas a minha preocupação é com a Majestade Aurora. Ela está desmaiada dentro da carruagem – O cavaleiro aproximou-se da carruagem e do corpo imóvel da rainha. Tocou em sua testa e irigiu-se ao courtier.

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