Simplório Ivhan - parte 2

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Simplório Ivhan – parte 2

          Ivhan.

          Um homem alto.

          Se eu tivesse que exemplificar corretamente a impressão que ele causa com usa altura, diria que parece uma montanha, alguém tão grande que eu seria usado para medir seu corpo, dois metros no mínimo.

          Olhos redondos.

          Ridiculamente redondos. Parecem até duas bolas perfeitas, caso fossem arrancadas, poderiam servir como substitutas para bolas de bilhar.

          Lábios grossos, talvez o tanto quanto dois dedos meus, e isso seria apenas o inferior, o de cima pode ser facilmente comparado ao meu dedo indicador.

          Pele bronzeada, o que reforça totalmente a hipótese dele ser estrangeiro. E claro, não menos importante, mas talvez o maior detalhe desse homem.

          Ele é absurdamente magro.

          Não, completamente magro. Uma sacola de peles e ossos.

          Certamente isso é prova de algum tipo de doença, ou até mesmo uma escolha pessoal por permanecer nesse visual. Porém, por algum motivo que só consigo explicar citando novamente minha percepção, ou meus sentidos, essa imagem a esse homem me leva a acreditar que ele já foi alguém absurdamente musculoso.

          Uma pessoa com braços tão grandes quanto metade do meu torso.

          Ou seja, olhando superficialmente, essa pode ser a contrapartida ou até mesmo os resultados de um físico colossal de uma era passada.

          Julgando assim.

          Ou melhor.

          Explicando assim, esse parece nada mais que um homem comum, algo totalmente natural, alguém que poderia existir facilmente pelo mundo, ainda que pudesse ter saído de um mangá.

          Nada disso me surpreenderia, na verdade, me intrigaria, me faria continuar a vida.

          Se não fosse pelo diálogo que esse homem soltou em seguida.

          — Estou curioso para entender por que só agora estou notando suas orelhas de gato.

          Como explicado anteriormente, esse homem não deveria passar disso, alguém comum, incapaz de ver a real identidade de Koa, mas.

          — Quem é você? — perguntei sem nem mesmo perceber, atuei por impulso.

          — Eu já disse, meu nome é Ivhan.

          — Claro, esse definitivamente é seu nome, não poderia ser outra coisa, isso é algo que já sei. Quero saber quem realmente você é.

          — Essa pergunta é meio confusa, está me perguntando aquilo que a própria humanidade já se perguntou inúmeras vezes durante a vida?

          Não é um momento para piadas, mas é tudo que me vem.

          — Não. Não é por esse caminho que estou indo, minha pergunta não abrange um ambiente tão ilimitado como esse, ela é algo mais pé no chão, algo mais pessoal.

          — Então eu já respondi. Quando se pergunta "quem é você?" para alguém, a primeira resposta que vem é a de seu próprio nome, não há outra.

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