Capítulo 13

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Dois meses haviam se passado, quando novamente Donna percebeu que Stephanie voltou a relaxar com seus estudos, ao que parecia, a garota tinha novos problemas. Mesmo estando com receio de abordá-la, já que a estudante se mostrava bastante arredia nos últimos dias, a professora se encheu de coragem e a chamou para mais uma conversa.

No entanto, a reação da garota foi bem diferente da que Donna imaginou. Ao ser questionada se havia algum problema, no qual ela pudesse ajudar, Stephanie se desmanchou em lágrimas. Por instinto, a professora a abraçou, tentando tranquilizá-la, quando, entre soluços, a garota confessou ter descoberto que estava grávida de mais de três meses.

O impacto das palavras da garota foi tanto, que Donna não soube o que falar, apenas ficaram abraçadas.

Levaram alguns minutos para que Stephanie a soltasse, se recompondo em seguida.

— Donna... não sei o que fazer... meus pais vão me matar! — falou ela, desesperada.

— Calma, Sté, um filho não é o fim do mundo! — Donna tentou consolá-la.

— É sim, Donna, você não faz ideia, eu não posso ter o bebê, mas já é tarde para eu tirar! Eu... só descobri agora — explicou atropelando as palavras.

— Eu entendo, fique calma! Sté... já contou para o pai da criança?

Stephanie a olhou desanimada, sua expressão deixou claro o que ela queria dizer.

— Você não sabe quem é o pai? — perguntou a professora, já sabendo da resposta.

— Não — respondeu ela, chacoalhando a cabeça em um gesto negativo. — Eu estava feliz, sabe... eles me deixaram em paz depois que eu ameacei ir à polícia, foi difícil convencê-los de que eu seria capaz, mas eu consegui... e agora, isso!

— Quando foi isso? — perguntou a professora.

— Há exatos três meses. Eu não imaginava que pudesse estar grávida... se tivesse pensado eu...

— Você não se preveniu?

— Eu meio que comecei a.... bem, você sabe... tudo foi novo, eu não usei nada para evitar — falou envergonhada.

— E eles? O que esses irresponsáveis têm na cabeça?

— Já usaram preservativos sim, mas não todas as vezes... o Luke e o Mark só tiram... entende?

— Sim, Sté, entendo. Você vai precisar pedir um exame de DNA...

— Não! — gritou a garota. — Desculpe, Donna, mas não quero ter qualquer contato com nenhum deles.

Donna não argumentou, pois entendia as suas razões.

— Tem que contar para os seus pais. — constatou a professora.

— Sim, eu só não sei como falar... sobre o pai... eles não vão entender.

— Sté, se já não contou tudo que você passou até agora, isso não vai fazer nenhuma diferença, mas como vai ter a criança, precisa evitar se sujeitar a mais transtornos, não fará bem a você ou para o bebê.

— O que eu faço? — perguntou a garota desesperada.

— Diga que engravidou de um ex-namorado, que o relacionamento não acabou bem e por isso não quer saber dele, isso será... menos feio! — sugeriu Donna.

— É.... acho melhor também. E a faculdade... meus estudos... o que faço?

— A gravidez não impede que você continue estudando, pode frequentar enquanto aguentar e depois, após o nascimento do bebê, pode requerer dar continuidade aos estudos em casa, pelo menos enquanto estiver de licença maternidade. Depois você volta a frequentar. Muitas mães fazem isso, você pode fazer também, vai ser difícil, mas não será impossível! — incentivou.

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