Felicidade

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Ser feliz é esquecer dos problemas

É escrever o seu próprio rumo

É não ter medo dos sentimentos

É saber sonhar não só apenas quando durmo.

Os primeiros raios de sol adentraram pelas frestas da janela me fazendo abrir os olhos lentamente, mas o real motivo para eu ter acordado foram as batidas grossas na porta do meu quarto. Já haviam se passado alguns dias desde o meu encontro com Embry e diria que nós estávamos... namorando? É, algo do tipo.
Me levantei um pouco mal-humorada pelas batidas insistentes. Duvidava que fosse Emily, porque ela era DOCE batendo e quando abri a porta confirmei minhas suspeitas ao me deparar com o Pulguinha.

-Bom dia pra você também. – Resmunguei, exibindo minha cara de poucos amigos.

-Chamada para você. – Ele explicou sério, mais do que o normal, me estendendo o telefone. 

Franzi a testa em confusão e curiosidade. Tipo assim, NINGUÉM me conhece o suficiente para me ligar. E o Embry já quase mora aqui mesmo então não tinha porque me ligar, né?

-São as sang...as Cullen. – Sam explicou, se corrigindo antes de terminar de falar um apelido que eu supus ser perjorativo, se bem que não conheço nenhum insulto que comece daquele tipo. Ele ia chamá-las de sangue? Não, não faz sentido... o que mais deriva de sangue... 

-Não vai atender? – O Pulga me acordou de meus devaneios, balançando o telefone na minha cara.

Peguei o aparelho na marra, praticamente o arrancando de suas mãos e batendo a porta do quarto na cara dele. Argh, que cara mais chato. Não sei como Emily gosta dele. Pior, não sei como a Leah alguma vez gostou dele!

-Alô?

-Ju! Oi, aqui é a Alice. Então, hoje eu, Rose, Esme e Bella estamos indo fazer a prova do vestido de noiva e dos vestidos das damas de honra e queríamos saber se você gostaria de ir com a gente. Com certeza você ainda não tem nenhum vestido. – Falou toda empolgada e apressada.

Vejam bem que ela não perguntou se eu tinha ou não um vestido para levar. Ela simplesmente afirmou. Tudo bem que era verdade, mas isso me fez me sentir um tantinho careta.

-Verdade. – Sorri encabulada. – Então está bom. – Aceitei, dando de ombros. - Vocês vêem me pegar? – Perguntei visto que eu não tinha meios de ir sozinha até a casa dos Cullens e eu não iria pedir ao Pulga, de jeito NENHUM, sua lataria velha.

-Er... na verdade... a gente não pode. Mas a Bella te pega! Até já. – Alice despejou a bomba e saiu de fininho. 

Ok, desligar na minha cara não teve nada de "fininho".
Fiquei olhando o telefone com cara de idiota e abanei a cabeça, o jogando sobre a cama. A songa monga iria me dar carona? Que ótimo! Mais uma cara feia pra alegrar meu dia. Não basta o Pulga.
Tomei uma ducha rápida e ao mesmo tempo lavei meus dentes na banheira.
Fui até meu armário e escolhi um vestido de lã com manga curta e gola subida, em branco com fios prateados por todo o comprimento. Ele era bem justinho – mas bem elástico -, então minha barriga ficava ainda maior do que ela já era no tecido. Calcei uma meia opaca cinza claro e nos pés coloquei uma sabrina com fivela. Prendi meus cabelos em um coque alto deixando os fios pendendo sobre minha nuca e arrumei a longa franja para trás da orelha.
Saí para a sala já escutando as vozes dos rapazes soar animada, se juntando ao som de talheres e pratos. Estavam tomando o café da manhã.

-Bom dia. – Os cumprimentei e recebi um coro de resposta.

Embry se levantou de sua cadeira e a cedeu para mim se inclinando de seguida para beijar meus lábios. Escutei vários "heeees" e assobios que me deixaram super corada, mas ao mesmo tempo feliz.
Leah fez careta e revirou os olhos à cena. Vivia dizendo que eu merecia melhor, mas eu nuca ligava. Apenas respondia que não iria dispensar a felicidade quando ela me era servida de bandeja. Afinal, ser feliz é esquecer dos problemas, é escrever o seu próprio rumo, é não ter medo dos sentimentos, é saber sonhar não só apenas quando durmo. E com Embry tudo isso era possível.

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