›» Capítulo 13 «‹

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– Obrigado por jogar isso na minha cara, mas nada disso me afeta. Pode ir diretamente ao ponto? – pergunto com a mesma frieza que ele usou segundos atrás.

– Como assim grávida!? – ele grita fazendo com que todos nos assustemos. – Vocês estão loucos! Escuta todos vocês três – continua apontando para nós, que agora estamos sentados no mesmo sofá. – Não quero saber como, mas irão dar um jeito de encobrir isso. Esse bebê não pode existir, entenderam? Não pode! – finaliza com um clamor ardido.

– O que eu tenho com isso? – pergunto debochado. Me levanto e vou em direção a ele, que agora está sentado numa poltrona ao lado. – Me diga, Sr. Wood. Com todo o respeito, claro, eu só quero saber por que estou envolvido nisso.

– Vamos começar por tópicos.

– Para de enrolar e fala logo – digo impaciente e querendo acabar com todo aquele "lenga-lenga".

– Primeiro, essa gravidez só vai prejudicar a minha carreira! Benjamin, sabe por que foi necessário você namorar com ela? Por causa do seu pai. Se não fizéssemos isso, todos iriam ver que o hospital estava em decadência, e foi uma maneira de mostrar que havíamos uma aliança – ele termina se sentando frustrado no sofá e colocando as mãos na cabeça. – E agora todos irão saber que isso é mentira, que as coisas estão fora do controle e tudo isso por causa desse cara – Sr. Wood continua e aponta para o David, culpando-o por tudo.

Essa homem é tão egocêntrico que vai ser engolido pelo próprio individualismo. Será que ele consegue parar de pensar só no seu emprego e raciocinar que sua filha também tem uma coisa que se chama "sentimento"?

Nesse momento, a Bailey estava chorando. Essa menina é chorona, hein? Mas também, ela já dever ter ouvido coisas piores ao longo da vida, talvez esse seja o motivo dela ser assim, até porque conceitos são feitos quando se tem uma base. A base dela são pessoas fúteis ao seu redor, tirando sua mãe, que até hoje nãos sei como aguenta o marido.

– Você já deu o seu show ou não finalizou?

– Não finalizei.

– A partir de agora finalizou sim, porque sou eu quem vou falar – digo e me levanto, parando em frente do Sr. Wood. Só espero não ir com um olho roxo para a escola amanhã (só aceito se Andrea cuidar de mim. Quer dizer, o que eu estou falando?). – Eu acho que está na hora do senhor parar de ser tão ególatra e ouvir a Bailey. Para de ser tão egoísta, cara! Você acha que só eu estava sendo obrigado ao namoro? Você acha que ela também não se sentia? Acho que de tão egocêntrico, você já está ficando cego no próprio eu. Cuidado para não despencar, mas acho que isso já está acontecendo.

Depois disso, apenas me levanto, chamo o David e subo para o meu quarto. A Bailey vem atrás, claro, mas não ligo. Sr. Wood não é adulto? Então ele que resolva os problemas dele com meu pai particularmente independente de três adolescentes que não sabem o que quer da vida. Nós.

– Cara, o Sr. Wood é o inferno em pessoa – David diz quando entra em meu quarto. – Com todo o respeito, Bailey.

– Eu sei, só estou ferrada. Minha mãe é a única que me entende porque também me teve nova, mas meu pai é cabeça dura. Só sei que eu vou ficar gorda e bochechuda, com estrias e celulites. Eu vou ficar horrível.

– Vou continuar te amando mesmo assim – David diz e eu reviro os olhos. É tanta doçura que me enjoa só de sentir o cheiro, se eu ver é capaz de entrar numa profunda diabete.

– Tá, tá, tá – digo tentando mudar de assunto. – Eu não quero mais ser metido nesses assuntos de vocês, entendeu? Mas sinto que eu estou sendo obrigado. Sabem o que estão falando por aí?

Além do MarWhere stories live. Discover now