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Gente, gente, gente, já estou no capítulo 13, como assim? Pode parecer pouco, mas acreditem, para mim é bastante pois tennho uma certa dificuldade na hora de escrever essa história. Benjamin me deixa confusa demais!

Era para esse capítulo ter saído antes também, mas como sempre saiu depois do esperado. Espero que acostumem com isso, mas eu não consigo evitar - vou reverter isso um dia. Mas dessa vez eu tenho uma boa desculpa!

Eu postei mais um conto para o concurso RomanceBr, e se chama "salva-me". Convido todos e todas para lerem caso se interessarem. É um conto curtinho, tem três capítulos mas foi feito de coração. É isso, espero que gostem do capítulo de hoje.

Boa leitura!

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Odeio a sensação de sentir que algo irá acontecer. Parece que ficamos ansiosos para saber o que é, mas não temos a noção nem a certeza se é algo positivo ou não. Ficamos na expectativa de que algo mude nossas vidas, mas nada disso acontece. Pelo contrário, muitas vezes nos decepcionamos por ser o que não esperávamos. E também ficamos surpresos e, em alguns casos, não sabemos como reagir.

Nada disso foi diferente dessa vez. Eu estava tomando banho quando tudo aconteceu. A água gelada escorria pelo meu corpo com o intuito de relaxar, mas parece que nem no banho eu tinha calma. A porta do banheiro é aberta e eu me assusto, mas relaxo ao ver que é minha mãe. Não tinha vergonha dela, pelo contrário, nem havia motivo, mas eu me sentia incomodado. Eu a conheço o suficientemente para saber que ela nunca interromperia se não fosse algo sério, e por esse motivo uma preocupação se instala nos meus pensamentos.

– Benjamin, você está ferrado. Termine logo o banho e desça – minha mãe manda. Seu tom não era nada calmo, e fico me perguntando o que eu fiz para receber um tom severo daquele. Quer dizer, eu sou o Benjamin, poxa! Tem que acontecer algo desse tipo. Sou o cara mais azarento de Boston, não é possível.

A partir disso eu comecei a ficar preocupado. Desde quando minha mãe é nervosa? A última vez que isso aconteceu foi quando eu bati o carro do meu pai. Na época eu não tinha o meu, e na hora de ir para as festas sempre pegava o dele. Tolice, né? Pois bem, eu estava bêbado e vendo tudo turvo quando bati num poste que havia ao lado da garagem de casa. Quem em sã consciência faz isso? Na hora eu nem liguei, só fui lembrar da burrada que eu tinha feito com o grito estridente da minha mãe no dia seguinte. Resultado? Trabalho como ajudante no hospital por 1 mês para tentar acumular dinheiro e pagar o conserto do carro. Que eu me lembre, essa foi a última vez que minha mãe gritou firme comigo, pois as últimas vezes que ela discutiu foi por coisas banais.

Me seco rapidamente com o intuito de acabar com todos o suspense que beirava o ar. Coloco uma calça de moletom preto e uma blusa cinza simples. É, está bom demais para uma pessoa que com certeza irá receber a maior bomba do ano.

Desço as escadas e um murmúrio de vozes percorrem a sala. Há choro misturando com gritaria sem fim. Quando vejo quem está no cômodo, nenhum sentimento passa por mim. De verdade, bem no fundo querendo que não fosse, eu sabia que eram eles. Sr. Wood andava de um lado para o outro enquanto meu pai estava de pé com os braços cruzados. No sofá de frente a eles, há dois adolescentes sentados com a cabeça baixa. Bailey e David. Ok, a coisa é mais séria do que pensei.

– Certo, o que está acontecendo? – pergunto tentando dar um de desentendido. Adoraria não saber o que está acontecendo, mas infelizmente essa não é a minha realidade.

– Você é um incompetente – Sr. Wood diz vindo em minha direção. Ele aponta o dedo em meu rosto, fazendo meu sangue borbulhar com vontade de bater na cara desse homem. – Você não é um traidor como pensei que fosse, você é o traído. Minha filha é a traidora.

Além do MarWhere stories live. Discover now