Capítulo especial: A transformação de Sebastian 1 de 3

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Foi nestas primeiras noites seguidas à viagem de Georg que eu precisei fazer algumas reuniões com nossos Ghouls, principalmente com aqueles que controlavam os negócios do clã e apesar de ser um jovem iniciante no mundo dos negócios vampirescos, felizmente todos me respeitaram. Foram momentos em que meu sangue sempre falou mais alto e ser cria direto de Georg, possibilitava fazer até mais do que eu queria.

Em função de tantos afazeres a semana passou muito rápido e quando ví já estávamos no sábado. Quando aproveitei a noite para descansar um pouco, folhear alguns livros e pedir ajuda a Joseph com os preparativos para a transformação de Sebastian. Não havia nenhum "ingrediente" muito difícil de encontrar e juntamos tudo que precisava no próprio quarto de Sebastian para facilitar seu descanso após transformação. Assim que aprontamos tudo Joseph foi dormir e eu fiquei por mais um tempo acordado e pensativo. Acabei dormindo ao longo do dia em uma poltrona qualquer do castelo.

Acordei no domingo à noite e depois de um dia de sono muito conturbado. Haja vista que a ala destruída do castelo estava de reforma e imagino que vocês saibam o tamanho do barulho, que pedreiros podem produzir. Isto era algo que estávamos protelando há tempos, mas Eleonor havia decidido que o castelo deveria estar perfeito para o casamento e também seria uma surpresa para Georg. Como ela era mais velha, estava empolgada com a festa e queria agradar nosso ancião, eu apenas apoiei e liberei o dinheiro.

Nesta noite todos os pensamentos se voltavam a transformação de Sebastian e a primeira ação que tive foi ver se ele já havia chego. Devido a nossa conexão sanguínea eu o percebi por perto e fui direto aso seus aposentos. Onde estava em meio à escrita de um de seus diários, que tal vocês já devem ter percebido era um hábito comum a muitos na época incluindo ele, Joseph e eu.

Entrei de mansinho para não atrapalhar seu raciocínio, me sentei a sua cama e fiquei observando seus gestos. Ele escreveu por mais alguns instantes, depois fechou seu moleskine e colocou suas mãos em cima. Em seguida fechou os olhos e respirou fundo algumas vezes. Acho que ele estava sentindo todos os seus movimentos passo a passo, algo que não durou muito e depois de alguns segundos ele inclinou a cabeça para trás e disse para o alto:

– Estou pronto, meu senhor!

Neste momento eu ouvi seu coração acelerado, percebi também que ele estava bem apreensivo, talvez com um pouco de medo ou ansiedade, então tratei de acalma-lo. Afinal de contas eu sabia muito bem o que aconteceria e não queria de forma alguma, que sua transformação fosse traumática igual a minha.

– Sebastian, meu irmão, fica tranquilo! Eu ainda preciso fazer alguns procedimentos, me aguarde na biblioteca junto de Joseph, até que eu mande um serviçal te chamar?

Depois de minhas palavras ele não expressou mais nada e no maior silêncio se retirou do quarto. Decidi não atrapalhar sua concentração e tratei apenas de iniciar o ritual de acordo com o que Georg havia me deixado por escrito.... Procurei pelo polo norte com uma bússola, e ao encontra-lo, utilizei um giz branco para traçar no chão um pentagrama mais ou menos do tamanho de Sebastian. Com o mesmo giz fiz um círculo em volta da estrela e espalhei os cinco ingredientes um em cada ponta do desenho. Então em meio a círculo, com o punhal e a taça em mãos apontados para o céu, pronunciei as palavras para a consagração mágica:

"Eu te consagro pelos poderes dos deuses, pela Lua e estrelas, pelo fogo, água e ar, para servir ao cosmos por mim. Eu te consagro pelos nomes: Dhan! Wamp! Mihi heri, et tibi hodie..."

Depois de consagrar cada um dos instrumentos, eu não senti nada de diferente, na verdade não tinha posto muita "fé" no que eu havia dito, mas fazia parte do ritual tradicional e fiz tudo como estava escrito. Faltava apenas chamar Sebastian e como não havia nenhum serviçal no corredor resolvi ir eu mesmo a biblioteca. Lá chegando, Sebastian estava em pé, ainda muito concentrado e aparentemente admirando a vista por uma janela. Joseph estava lendo um livro e ao me ver apenas consentiu com a cabeça e lhe respondi da mesma forma. Nesse momento Sebastian me viu e lhe chamei:

– Vamos?

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