eu escrevo de novo

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Eu escrevo de novo.

Porque, agora, o sol que bate dos meus olhos sete horas da manhã não é um incômodo. É o arauto de um bom dia, um dia em que eu vou te encontrar exatamente onde o deixei: no nosso lugar predileto, entre um café e um cigarro, e um conto de outrora. Agora eu abraço de verdade, com o corpo todo: braços, antebraços, tórax, abdômen, coxas e joelhos. E sou abraçada de volta com o mundo todo: cheiro, calor, pele, boca e olhos. E agora eu tenho um novo ruído predileto, que é a sua risada anasalada quando eu tento ser engraçadinha, com o intuito exclusivo de cair em suas graças.

E é por isso que eu escrevo de novo, e me arrependo do momento em que me deixei acreditar que nunca mais escreveria.

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