Prólogo

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-Bom trabalho Tim, o pessoal foi ao delírio com a última música!
- Eu canto essa música há 3 anos Carlo, e ela é lenta, então não tenta me enganar. -

Depois de terminar mais um dos 150 shows da minha turnê, tudo o que eu não queria era ter que aguentar meu empresário puxando meu saco. Pelo menos, não hoje.

- 3 coisas, primeira: você só canta essa música uma vez no ano, segunda: todos amam essa música, terceiro: o carro já está te esperando.
- Você comprou a passagem?
- Já, por mais que eu não entenda o motivo de você não usar o jatinho.
- Chama menos atenção.
- Claro, como eu não pensei nisso antes?! Você com certeza vai chamar menos atenção sendo um dos cantores mais famosos do momento meio de não sei quantas pessoas.
- Não enche Carlo.
- Nós vamos te esperar em Los Angeles.
- Chego lá depois de amanhã.

Fui direto para o camarim pegar a mochila que eu já havia deixado pronta, e segui em direção à saída com um segurança de cada lado.

O frio da madrugada de Manhattan me atingiu assim que sai do estádio, não só o frio como também os gritos quase ensurdecedores dos fãs. Tirei foto com o pessoal que estava perto da grade, autografei alguns Cd's, revistas, essas coisas, antes de ir para o carro.

O silêncio que reinava ali não poderia ser mais bem vindo ou agradável. Eu amo meus fãs, eles são tudo pra mim e sempre conseguem melhorar o meu humor, mas todos os anos, nesse mesmo dia, nem mesmo eles com todo esse amor e carinho conseguem me deixar feliz, nada conseguia, e tudo isso por conta de uma garota.

Ninguém a conhece, ninguém ao menos tentou conhecê - la e pra mim, esse foi o maior erro das pessoas que apenas passaram por ela. Ela trazia consigo a alegria, e conseguia te deixar feliz apenas com um sorriso. Ela era o tipo de pessoa que você nunca quer deixar ir embora, mas assim como todas essas pessoas, ela se foi. Pra onde? Sinceramente eu não sei, daria tudo para saber, mas ela não quis e não deixou que eu a acompanhasse.

Um dos meus horários favoritos para voar era de madrugada. Eu vivia de música e vivia na música, os acordes do violão me animavam, mas o silêncio era meu melhor amigo, ele nos permite pensar nos fatos de uma maneira mais ampla.
Eu era hiperativo, não consegui ficar parado em silêncio até meus 18 anos, estava sempre assobiando ou então batucando com as mãos alguma música que não saia da minha cabeça, até que alguém me ensinou que o barulho espanta as coisas delicadas, e que são essas coisas as mais bonitas.
O silêncio como meu amigo me embarcou no sono, e me permitiu viver, mesmo que fosse apenas uma ilusão, a vida que eu realmente quis.

Acordei com a voz da aeromoça avisando que o avião havia pousado e, como sempre, esperei todas as pessoas saírem antes de me levantar e colocar meu óculos de sol, mesmo que não houvesse sol nem calor em Toronto, a última coisa que eu poderia querer é causar nenhum tumulto no aeroporto, tudo que eu quero é ir até a floricultura, comprar um buquê de margaridas e ter o mais puro prazer de sentir meu coração sangrar mais uma vez, indo encontrar Abigail Willians.

"Oi Oi gente! Essa é minha segunda história e tenho o prazer de anunciar que é uma história original, claro que tive uma inspiração, mas os personagens são de minha total autoria! Espero que vocês gostem e se apaixonem por Timoty James assim como eu me apaixonei enquanto escrevia! Um beijo e até próxima Quinta feira, que será o dia de postagem por enquanto. Um beijo gente! "

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