›» Capítulo 11 «‹

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Sou acordado com uma voz doce me chamando, mas não achem que é de uma forma carinhosa! Pelo contrário. Andrea me cutuca instintivamente meu ombro com o intuito de me acordar. A verdade é que eu já estou desperto, só não quero levantar. Não quero levar Andrea de volta para a casa dela. Não tão cedo como agora.

– Dá para acordar, Benjamin? – ela diz andando para lá e para cá. Eu apenas resmungo e viro de lado, tentando pegar no sono novamente. – Vou ter que jogar água fria em você?

– Você não vai fazer isso – resmungo.

– Não duvide de mim – ela diz nervosa. Credo, para que toda essa pressa? – Eu não sei como vim parar aqui. Só lembro de estar sentada no sofá da casa do Gary e depois de acordar na sua cama. Eu estou imunda! Tive que escovar muito bem meus dentes e não, eu não usei sua escova. Benjamin, você fez algo comigo? – ela fala descontroladamente séria se aproximando de mim. Eu apenas dou uma risada sarcástica e deixo em aberto. – Se você fez, esse seu peitoral descoberto vai ficar roxo de tanto soco que eu vou dar.

Eu solto uma gargalhada e apenas balanço a cabeça afirmando. Eu viro de frente e a olho. Sua expressão mostra nervosismo, e sei o que ela vai fazer. Sei as consequências, mas a sua feição estava tão engraçada que eu não resisti.

Andrea bate em meu peitoral nu como se quisesse me matar – no fundo eu sei que quer. Eu continuo sorrindo e percebo que ela fica mais irritada ainda a ponto de subir em cima de mim e colocar as suas pernas em volta do meu quadril. E olha, ela até que bate forte.

– Eu te odeio, Benjamin – ela diz.

– Você não sabe o quanto eu gosto de ouvir meu nome na sua voz – digo tranquilo e envolvo sua cintura em minhas mãos. Ela tenta se esquivar, mas é em vão. Começamos uma guerra de quem era mais forte, ela me empurra e eu me mantenho no mesmo lugar vendo os seus limites, até que ela não aguenta e coloca suas duas mãos no meu peitoral. Eu desatei a rir, virando-a de costas para o colchão e ficando por cima.

– Acho que assim é melhor, não? – pergunto irônico. Ela revira os olhos e tenta me tirar de cima dela, mas não consegue.

– Só me aguarde, Sr. Lewis, vai ter vingança – ela diz com um sorriso torto. Eu arqueio uma sobrancelha e continuo por cima, mas eu pego seu pulso e deixo-a imóvel. Logo em seguida eu ataco sua cintura, fazendo cócegas. Agora que eu sei seu ponto fraco, ela não vai ter sossego.

Andrea ri descontroladamente enquanto eu passo minhas mãos em sua cintura. Ela pede para eu parar, mas eu não o faço. Porém, um barulho faz com que eu fique imóvel, infelizmente fazendo com que eu saia de cima dela. Andrea se assusta e se levanta rapidamente, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Ela sabe que minha mãe não pode vê-la aqui.

– Benjamin? – minha mãe diz atrás da porta trancada. – Está tudo bem? Tem alguém ai?

– Não, mãe – digo tentando fazer uma voz de quem acabou de acordar. Eu olho para a Andrea e dou um sorriso, mas a mesma não esboça um de volta. Faço uma careta demonstrando desapontamento e ela devolve com uma revirada de olhos, logo em seguida andando pelo meu quarto.

– Ouvi umas risadas, pensei que tivesse. Tudo bem, vou sair com as meninas. Seu pai está trabalhando, se cuide.

Espero uns minutos até ouvir o carro saindo da garagem e volto a deitar na cama. Eu realmente estou com sono e se não fosse pela Andie dormiria o dia inteiro.

– Me conta o que aconteceu ontem, por favor? – ela pede educadamente. Ah, agora ela me trata com carinho. Bom saber.

– Deixa eu lembrar... – digo pensativo. Seria uma boa brincar com ela um pouco, né? – Ontem nós dançamos, bebemos e nos beijamos – minto e vejo sua reação. Ela para e me olha, arqueando uma sobrancelha.

Além do MarWhere stories live. Discover now