Lembranças

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N/A: De começo a história pode ter várias semelhanças com Choices, mas uma não tem nada a ver com a outra. Essa será muito mais leve, divertida e descontraída e terá um enredo completamente diferente. 

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"Lembranças são feitas de laços finos e frágeisOu de cordões de aço inquebráveis

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"Lembranças são feitas de laços finos e frágeis
Ou de cordões de aço inquebráveis.
Aquelas que queremos guardar,
Se rasgam e se perdem por entre nossos dedos. 
Aquelas que queremos esquecer
,
Permanecem imutáveis e inabaláveis
Cutucando nossos medos."

Fugir nunca é a melhor solução. Se bem que eu não estava fugindo... Eu simplesmente tinha sido expulsa.
Há mentiras que tentamos esconder o máximo de tempo possível, mas chega uma altura que ela é demasiado visível para poder permanecer oculta.
E por mais que tentemos encobrir com outras mentiras – umas menos eficazes que outras, ou talvez sempre menos eficazes – não há meio de as encobrir para sempre quando todos as conseguem ver claramente.
Só um bom mentiroso consegue manter uma farsa. E mesmo que eu fosse esse mentiroso, as pessoas ao meu redor não são burras. Podem ser cegas – muitas delas por opção – mas nunca burras.
E é até insultuoso tentarmos fazê-las passar por isso mesmo.
Eu bem que tentei, mas uma hora ou outra todos iriam descobrir.

Acariciei minha barriga proeminente de seis meses. Para uma gestante com esse tempo eu parecia que ia ter um urso!
Lógico que ninguém ia comprar a mentira de que eu estava simplesmente gorda por muito tempo, né?
Até porque só apenas minha barriga crescera. Minhas pernas e meus braços permaneciam magros. Só a minha cara bolachuda disfarçava. E mesmo usando roupas largas, 5 tamanhos acima do meu, a barriga ainda se salientava.
Droga! Porque é que eu pertenço àquele grupo que pensa "Ahvá, nunca que vai acontecer comigo!" e PUM!, sou a primeira da lista negra.
Quis fazer os outros de burros mas nem olhei por mim abaixo.

Olhei para fora do ônibus e tentei entender onde estava, mas eu só via verde, verde, verde e... ah, mais verde... esqueci de mencionar o cinzento. Mas não era da cidade, era do céu mesmo. Cadê o sol desse fim de mundo? Será que para além de falta de civilização essa terra também não tem sol?
Era só o que me faltava.

Escutei um dos turistas falar que estávamos chegando e que percorríamos a South Forks Avenue. Nem notara quando passamos pela plaquinha de boas vindas da cidade, mas já podia avistar um pouco de – se é que se podia chamar assim - civilização.
Em poucos minutos passamos pela Forks High School, bem à saída da Estrada Nacional, e sinceramente nada daquele edifício me fazia lembrar um Liceu. Mais perto eu estaria de achar aquilo um Sanatório do que outra coisa qualquer.

Por fim o ônibus parou no cruzamento da 101 e todos nós descemos.

Cada um tomou o seu rumo e eu apenas queria arranjar uma maneira de chegar à casa das minhas primas.

-Ei, desculpe, você sabe como chegar em La Push? – Perguntei ao motorista e ele me negou com a cabeça. – E sabe me dizer onde eu encontro um orelhão? – Resolvi arriscar mas de novo recebi uma negativa.

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