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Tema: Uma história que termine com pôr do sol

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Ela era tomada por doida.

A doida pirada ali e acolá. E gostava disso (verdade seja dita).

Era a que andava em zigue-zague na calçada tentando ser feliz.

A que parava para olhar o céu só porque era... o céu.

A que prestava atenção no mundo quando o mundo parecia não ter nada de interessante – afinal ele sempre tinha algo, bastava olhar direito.

Um dia ela resolveu que precisava mudar. Sempre morou em casa, mas queria experimentar algo diferente. Ver o mundo de outro ângulo seria interessante, não seria?

Decisão tomada, foi atrás de lugares. Pequeno, grande, caro, barato... Viu de um tudo. Nada que a agradasse especialmente. De qualquer forma, andava olhando para cima. Quem sabe? Tinha que olhar para onde interessava, não é?

Nessas andanças, um dia seus olhos prestaram atenção em uma mulher. Idosinha, parecia andar com dificuldade. Ela olhava o mundo como se aquela fosse a coisa mais interessante para se fazer... ou...

A jovem se incomodou com aquilo. Ela não sabia o que, mas algo estava errado. Tentou perguntar para o porteiro quem era aquela senhora, mas só conseguiu parecer louca. Olhou para o outro lado... e tinha um prédio. E um apartamento para alugar mais ou menos na altura do apartamento da velhinha, olhando para ela. "Tratar com o proprietário".Tanto melhor.

Ligou para o cara. Agendou uma visita. Alugou o apartamento – uma das vistas mais incríveis que já tinha visto. Fez algumas pequenas melhorias para deixar o local com a sua cara. Tudo sempre olhando pela janela, atrás da senhora.

A reviu no dia seguinte após sua mudança. Dessa vez, ela não olhava o mundo. Olhava fixamente o apartamento. A jovem sorriu em sua direção. A senhora sorriu de volta e deu um aceno. Agora parecia tudo certo. Tudo verdadeiramente certo.

Ao lado do prédio da senhorinha, o sol se punha. A jovem ficou ali, admirando a sua vizinha e a paisagem magnífica que ela tinha lhe apresentado. Pensou que, deveria convidá-la para um café ou chá uma hora dessas. Mas, quando teve a ideia, a velhinha não estava mais ali – tinha ficado escuro, talvez.

Nunca mais a viu, mas tentou assistir a cada pôr do sol possível, na esperança de reencontrá-la. Sabia que, quando fosse a hora, a senhorinha reapareceria......

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