PRÓLOGO

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De acordo com a

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998: PLÁGIO É CRIME E PASSÍVEL DE PUNIÇÕES SEVERAS.

Vide Lei nº12.853, de 2013 (Vigência)

Art. 1º Esta Lei regula os direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os direitos de autor e os que lhe são conexos.

Para saber mais acesse:

http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L9610.htm

Crie. Não copie.

Se for copiar, MENCIONE O AUTOR!

♥♥♥♥

Esta é uma obra de autoria de Maya Quaresma, livremente baseada no livro da escritora inglesa Jane Austen, Orgulho e Preconceito, onde alguns pequenos detalhes da obra original são mencionados e inspirados. Publicação parcial ou integral dos textos aqui publicados, devem ser perguntados para a autora antes de sua veiculação. É terminantemente proibida qualquer cópia sem os devidos créditos autorais. Esta obra tem por intuito homenagear a escritora Jane Austen.

E, por favor, Jane, não se revire do túmulo.

UM ENCONTRO COM Sr. DARCY

(porque não custa sonhar que exista um Fitzwilliam Darcy assim, do jeitinho que a Jane criou, para nós, dando sopa por aí pelas ruas afora).


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PRÓLOGO


Olá, sou Elizabeth. Alguns amigos me chamam de Beth, mas prefiro ser chamada de Lizzie. Minha mãe me deu esse nome em homenagem a sua escritora favorita, Jane Austen. Não acho que ele combine muito comigo ou com minha personalidade. Mas também não sei que outro poderia combinar. Talvez Ana. Sem composto nem nada. Simples. Normal. Assim como eu. Simples e normal. Elizabeth parece nome de gente importante, coisa que, cá entre nós, estou longe de vir a ser. Apesar de ter conseguido praticamente tudo o que quis na minha vida.

Na história da Elizabeth de Jane, ela encontra um cara chamado Mr. Darcy. Que é mega rico, contrastando com o pouco dinheiro da família dela. Mas rico meeeeeesmo, com muitos cifrões na sua conta bancária. Se fosse nos dias de hoje acredito que ele seria um CEO de alguma empresa famosa e milionária. Lizzie não se apaixona por ele de cara, tampouco ele por ela. Ou talvez tivessem se apaixonado à primeira vista, só que o orgulho e o preconceito que ambos sentiam por suas situações financeiras, culturais e de prestígio, não permitiram que pudessem ir além, cegando sentimentos de primeira. Sei lá. Minha mãe costumava ler Jane Austen para eu dormir. Nunca esquecerei disso.

Quando eu tinha seis anos de idade, ela parou, subitamente.

Foi muito dolorido nos anos seguintes dormir sem ouvir a sua voz me dando boa noite e beijando minha testa logo em seguida. Ela era alta, com os cabelos loiros ondulados, que tinham sempre um cheiro bom, parece lavanda. E quando ela me abraçava o mundo ao redor se tornava um pouco mais feliz. Ela tinha essa capacidade de fazer isso com as pessoas. Transmitir sentimentos bons.

Os médicos disseram que ela tentou lutar, mas mesmo assim seu coração decidiu que era hora de se aposentar e parar o serviço a que se destinou a fazer por tantos anos.

Lembro da minha mãe me dizendo, pouco antes de morrer, que um dia eu merecia encontrar o meu Mr. Darcy, assim como Elizabeth Bennet. Ela tinha essa vontade de me ver casada e feliz. Eu sabia que era um dos seus sonhos, mesmo eu não sendo muito ligada para relacionamentos. Bem, digamos que, eu não acredito no amor. Não acredito em Mr. Darcy, Encantado ou qualquer outra coisa. São personagens fictícios e inexistentes. Utópicos, por assim dizer. Estão presos aos livros e às suas histórias, nos fazendo suspirar e idealizando homens que não passam do plano das ideias. E ainda bem que mamãe não está viva para ver o que a vida aprontou com sua filha mais velha. Endureci? Endureci. Mas este amadurecimento me serve como capa para futuras frustrações.

Até tentei me apaixonar algumas vezes. Só que simplesmente não deu muito certo e depois de um tempo decidi que viver sozinha é uma opção plausível e uma espécie de escudo para possíveis-futuros-amores-partidos. Nunca tive serenata. Jantar à luz de velas. Buquê de flores. Isso tudo existe apenas nas histórias dos filmes em que assisto. E estou bem com isso. Além do que, já estou farta de homens babacas. Estou farta de todos eles.

Todos!

Sim, cá estou eu, com meus vinte e sete anos, dizendo que estou farta dos homens. Que não acredito no amor e blablabla. Você deve pensar, que pobre mulher. Não, não sinta pena de mim. Estou bem do modo como estou, acredite! Acredite mesmo.

Hoje só quero cuidar da minha carreira, que está muito bem, à propósito, comprar um apartamento e tentar ser um pouquinho mais feliz sozinha. Acredito que isso não é pedir tanto assim.


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