ébria

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Eu te amo. Eu tento não, mas eu amo. E posso muito bem estar tendo um daqueles surtos que eu costumava ter, mas eu quero mesmo é que se foda. Porque eu nunca bebi tanto em honra a alguém que não está por perto. E isso me consome. Eu estou CONSUMIDA por uma chama que já apagou. Você tem alguma ideia do que é isso? Parece que eu tive um coração um dia. E agora as palavras que deveriam estar em um diário trancado a sete chaves estão aí, na frente da multidão.

Eu te amo!

Eu realmente amo você. Aquele amor tímido do tipo que põe óculos escuros no rosto para que ninguém perceba para onde estou olhando. E é para você. A VERDADE É QUE SEMPRE FOI. E eu estou embriagada, ébria por essa epifania momentânea, de quatro horas da manhã. Minha cabeça vai cair dos ombros! Mas meu coração vai ficar no lugar. Não tem como saber essas coisas cara a cara, mas qual a chance de você não sentir o mesmo?

Escrevi todas essas linhas para só agora perceber que são sobre você. E isso me consome.

Eu estou consumida. A verdade é essa. Qual o sentido de fugir de onde você quer estar? Vontade de morrer. Ou de beber mais.

Você me lê? Eu te leio.

Eu te amo.

E eu acho que agora que me dei conta e não consigo negar, vou ser obrigada a pular no seu pescoço e morder sua orelha do jeito que você mais odeia.

Eu, NósLeia esta história GRATUITAMENTE!