lâmina por lâmina

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Você me acaricia com uma lâmina toda vez que sorri para mim. Me obrigada a calcular o delineado do teu sorriso mais precioso, ainda que saiba que eu preferia ser atingida pelas tais mil facas do que lembrar que não posso ter você. E sei que não é certo reclamar do que permitimos, mas eu me pego pensando como seria se fosse você no banco e ele na grade. Estaríamos então condenados a viver da forma mais incoerente possível, a meu ver?

PORQUE EU NÃO VEJO RAZÃO EM NÃO TE VER TODOS OS DIAS. BEM COMO NÃO É NADA RAZOÁVEL TE VER E NÃO PODER FAZER TUDO O QUE EU QUERO COM ESSE MALDITO SORRISO.

Seja matá-lo, ou fazê-lo perdurar.

Me dá um arrepio injusto à direita à mera lembrança do seu braço perpassando minha coluna. Não posso te olhar e não posso desviar. Tudo culpa da injustiça que veio a ser você pertencer a outra pessoa, e eu sei que fui eu quem começou com isso. E você não sabe como me arrependo ou como me sinto completa ao cruzar olhares, e incompleta por tê-lo a algumas medidas de distância.

Acho que estou fazendo música nesse apelo desesperado para que as coisas mudem, porque eu simplesmente não consigo aceitar que tudo esteja terminado, ou que esteja perto de terminar. Será possível que eu ainda... ou que um dia eu venha...

Eu, NósLeia esta história GRATUITAMENTE!