LUNA

Quem Noah pensa que é? Abusado de uma figa, isso que ele é! Filho da mãe gostoso... Que merda que eu to falando? Aquele cara me irrita em níveis inimagináveis! O que tem de beleza, tem de escroto. Merda. Nem pude aproveitar minha praia e tudo culpa daquele troglodita sem noção! Vontade de mandar Heitor prendê-lo... Falando na benção, preciso ligar pra ele. Tenho que sondar se todos estão em casa hoje. Já estou em São Paulo. São 19:30 da noite e vim jantar no Lumi, restaurante de Cat.

Aquela comida de avião é a pior porcaria que já provei em toda minha vida. Eu simplesmente precisava comer algo bom. Tá bom, também preciso descobrir o que rolou entre ela e meu irmão.
-Oi, Catarina! -ela está de costas para a minha mesa e se vira surpresa.
-L-Luna, oi -ela sorri sem graça e se aproxima. -Que surpresa você aqui. Achei que estivesse viajando...
-Tecnicamente, eu ainda estou -sorrio marota e ela não entende nada. -Minha família não sabe que já voltei. Quero fazer uma surpresa.

-Que legal, boa sorte!
-Obrigada -sorrimos. Merda, preciso pensar em algo. -Heitor me disse que todos estão precisando de mim, então...-ela parece desconfortável ao ouvir seu nome. Toquei no ponto certo!
-Preciso voltar ao trabalho, me desculpe -sei...
-Ah, tudo bem. Até -Catarina começa a ir embora, mas a chamo.- Não se esqueça que ninguém sabe que estou aqui, ok?
-Minha boca é um túmulo -sorri de leve e some.

A coisa é mais séria do que eu pensava. Catarina não consegue nem ouvir o nome de Heitor e me pergunto por que. Se já estava curiosa, agora então... Não consegui arrancar nada dela, o que significa que só resta uma pessoa: Heitor. Aquela peste vai me contar os mínimos detalhes ou arranco as bolas dele!

(...)

Depois de passar em casa, pego meu carro e ligo para Heitor no caminho.
-O que você quer agora, madame?
-Credo! Isso é jeito de atender sua irmã preferida?
-Como se eu tivesse outra, né princesa?
-Melhorou -escuto sua risada do outro lado da linha.
-Aconteceu alguma coisa?
-Não, só estou com saudades mesmo. Como está todo mundo?

-Bem. Estávamos falando agora pouco de você, durante o jantar. Espere, Caio. O titio tá no celular, cara! -escuto Heitor com voz de bobo.
-Caio está aí? -sorrio.
-Sim. Mamãe começou a fazer drama, dizendo que quase não vê o único neto -reviro os olhos. Ela vê Caio pelo menos duas vezes por semana. -O único jeito foi Lorenzo e Mica trazerem o moleque aqui.
-Estou com tanta saudade do meu bebê!
-Meu bebê, você quer dizer...-agora a voz de Lorenzo soa em alto e bom som.

-Heitor, seu filho da mãe! Eu tava no viva voz e você nem me avisa?
-Você não tava no viva voz, princesa. É esse idiota aqui, que tomou o maldito celular da minha mão e...-escuto um barulho de soco. -Ai, meu braço!
-Idiota é seu rabo. Me respeita que sou mais velho, bastardo! -começou...
-Dois anos, grande merda!
-Vou te mostrar a grande merda, seu...
-Ei!!! Ainda estou aqui...- se deixasse, eles brigariam a noite inteira.

-Posso saber por que você ligou pra esse pamonha e não pra mim?- consigo até imaginar a cara emburrada de Lorenzo enquanto fala. Nesse exato momento, paro na frente da casa de meus pais. Caminho rapidamente e logo estou parada na porta. Aperto a campainha.
-Você vai ver agora, maninho.
-De que merda você tá falan...-Lorenzo abre a porta com o celular no ouvido. Ele faz uma cara hilária de surpresa.

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A Paixão Acontece - Trilogia SchneiderLeia esta história GRATUITAMENTE!