Continuação de Cap. 1

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• Narrado por Megan •

Passei a tarde numa sessão de fotos, eu fazia books para modelos, e aos finais de semana fotografava eventos importantes da região.
Hoje no entanto, meu coração estava em outro lugar, estava absolutamente em Hinna, no intervalo de fotos eu dei uma ligada, queria saber se algo havia acontecido, não podia conter a agonia.

_Hinna ? -Disse assim que ela me atendeu.

_Oi mãe, tá tudo bem ? -Talvez ela tivesse reparado a aflição na minha voz.

_Você está ? Só estou preocupada. -Falei me sentindo envergonhada.

_Estou mãe, fique calma. -Ela riu ao final da frase tranquilizadora.

_Graças a Deus filha, to com saudade, mais tarde vou te buscar. -Disse toda animada.

_Tá bom mãe, daqui a pouco eu volto pra sala, beijos. -Falou ela apressada.

_Boa aula, beijos ! -Falei desligando, enfim solene.

Voltei ao trabalho com muito mais disposição. Falar com Hinna era meu presente, agora percebo e sinto o que minha mãe passou comigo, só de pensar que algo poderia acontecer com ela, eu já me sentia aflita e desesperada, talvez fosse assim sentimentos de mãe.
Após alguns instantes, Carry entrou na sala, a minha ajudante, com um buquê enorme de rosas brancas. Um arrepio intenso subiu por minha espinha eu à olhei com tamanho medo.

_Megan, o florista acabou de passar, deixou essas rosas pra você, junto com um cartão sem nome. -Disse ela colocando em cima da minha mesa e saindo.

_Obrigada Carry. -Falei encarando aquelas flores.

Peguei levemente o cartão, meus olhos ardiam com a possibilidade de quem teria as mandado.
Por fora eu achava que fosse apenas uma coincidência, mas por dentro, tinha quase certeza de que eram dele.

Abri o envelope e li

"Obrigada Megan, meu casamento foi como de princesa graças ao vestido que me deu. Ganhou uma amiga fiel ! Beijos, Karyna."

Aliviada ? Sim, e muito ! Mas ainda tinha uma pontinha de medo em mim. Observei umas gotinhas minúsculas de sangue, que podiam ser do entregador, quando veio me trazer, geralmente elas devem furar as pessoas. As coloquei num vaso em cima da minha mesa mesmo.

Deixei o trabalho do dia tudo em ordem, e fui buscar Hinna.
Alguns minutos até chegar em seu colégio, pude ver um cara bem parecido com John.
Desci do carro e me encostei numa das portas, o belo homem de cabelos compridos me olhava com um sorriso, parecia estar com problemas para abrir o capô do seu Porsche com tantos livros nas mãos.
Me aproximei amigável, parecia ser um ótimo homem.

_Olá ? Precisa de ajuda ? -Falei me aproximando.

_Seria maravilhoso se você pudesse abrir o porta malas pra mim. -Ele disse estendendo a mão para me dar a chave, porém ela caiu no chão.

_Claro, deixa que eu te ajudo. -Falei abaixando para apanhar a mesma. Ao me agachar, levantei de pressa e fiquei com uma tontura, aquelas normais da vida, porém não demonstrei nada.

Abri o porta malas de seu carro belíssimo e lhe entreguei as chaves.

_Você é muito gentil senhora ... -Falou ele tentando descobrir meu nome.

_Imagina, ah sim .. Megan ! -Falei rindo.

_Muito prazer Megan, eu sou Johnny. -Falou ele apertando minha mão.

_Johnny ! -Sorri para ele.

_Bom, acho que agora vou indo, tenho mais escolas para dar aula. -Disse ele com um sorriso muito elegante.

_Tudo bem, é, eu preciso elogiar seu trabalho, ser professor não deve ser fácil. -Disse eu dando alguns passos para trás.

_Não, mas muito obrigado por reconhecer. -Disse ele erguendo uma sobrancelha o que me fez refletir.

_Até logo, e boa aula. -Falei sorrindo. Vi que Hinna já se aproximava então fui até meu carro e entrei. Meu coração estava um pouco acelerado.

Hinna entrou sorridente, como ela sempre fazia, me contou algumas coisas que Ester Falou e pediu ajuda para como aconselhar ela. Aquele momento mãe e filha que eu adorava.
Decidimos passar num Starbucks, ela adorava aquilo, e eu nem vou dizer que era só por causa de William. O garoto que trabalhava lá.

Logo após ler um pouco sentada num estofado esverdeado com uma faixa branca. Hinna terminou o breve papo de um café e fomos para casa, seus olhos brilhavam.

_três .. Dois .. Um .. -Eu contava para que ela não explodisse de emoção tão perto para ele não descobrir os sentimentos dela.

_Mãe !!! Ele me chamou pra sair !!! -Ela deu um pulo no banco e fez aquela cara que .. Todas fazemos um momento da vida.

_Quando ? -Falei com um riso.

_Sábado a noite, sete horas ele passa em casa. -Falou ela toda avermelhada.

_Que bom filha, preciso aparentar aquela mãe rude ? Pra dar mais adrenalina ? -Falei olhando para frente.

_Sim, mas não exagera ! -Falou ela com medo que eu à fizesse passar vergonha.

Imagina eu fazer ela passar vergonha. Já aconteceu muito disso na minha vida. Acho que a única coisa que minha mãe Ana fez, foi quando proibiu ... John, que me visse, mas já faz tanto tempo que nem sei mais.

Melhor focar no presente.

Cheguei em casa e Nicolas ainda estava completamente aflito.
Hinna lhe cumprimentou e subiu as escadas para ir tomar banho. Eu o olhei assustada.

_Agora podemos conversar ? -Disse ele baixo, como se não quisesse que Hinna ouvisse.

_Sim o que houve ? -Falei me sentando com ele na cozinha.

_Eu tenho algo pra lhe contar, algo muito ruim. -Falou ele dando uma leve corada.

_O que aconteceu Nick ? Você ta me assustando ! -Falei me controlando.

_Sabe sua amiga, Karyna que iria se casar ontem ? -Falou ele entrelassando os dedos.

_Sei sim, ela casou, o que foi ? -Perguntei.

_Não, ela não casou. -Falou ele me olhando sério. _Ela foi encontrada morta com o vestido que você fez, deitada sobre o que parecia ser um ninho feito com rosas brancas. -Ele parou derepente olhando para o nada, ele estava em choque.

Eu também estava em choque, Karyna era minha colega, fotografei o casamento de três de suas amigas, e quando ela finalmente foi pedida em casamento, ela chegou perto de realizar seu sonho. Eu até lhe dei um vestido, e isso aconteceu.

Agora eu tinha certeza, John estava de volta.

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