Capitulo 15 - Voltando ao primeiro amor

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Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.

Isaías 65 - 17

Isaías 65 - 17

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Lembranças da ausência de alguém é tão dilacerante que me falta o ar. Fiquei como em meio a um naufrágio, sem saber se chegaria à margem, pois nunca o conheci e nem é certo um dia conhecer. É uma dor diferente, mas dói em uma proporção inexplicável.

Hoje acordei querendo conhecer meu pai, muito mais do que as outras vezes. Com uma vontade gritante de poder abraçar ele e pedi a Deus que um dia pudesse nos encontrar.

Ao pensar no Alex, meu coração também dói. Eu estava gostando dele, mas ele me machucou tanto, será que essa dor um dia poderá sair de mim?
Orava silenciosamente a Deus a caminho da comunidade, em um ônibus que estava até vago, pela minha vida amorosa, para tirar a dor que sinto e está cada vez mais perto da Sua presença. Particularmente, gosto bastante de andar de ônibus – fazia tempo que não andava – e, por mais assustador que possa parecer, prefiro está sozinha. Sentada na janela, onde não há uma única pessoa a qual conheça, sendo livre para passear meus olhos ao trajeto que está programado e pensar na vida. Foi assim que veio toda essa avalanche de pensamentos que me deixou melancólica.

Um rapaz com uma bolsa ao lado subiu no ônibus e solta a voz dizendo:

— Olá amados irmãos. Gostaria de pedir a algum irmão que pudesse colaborar com o meu trabalho para transmitir a palavra de Deus. Algum irmão ou irmã poderia me ajudar para a gloria de Deus? – esperou na catraca perto do cobrador por alguém pudesse contribuir com a passagem.

Senti no meu coração em o ajudar. Queria saber o que ele tinha a nos dizer. Passei o cartão de passagem, ele agradeceu a mim e começou falando dele. Seu nome era Rauan, ex usuário de drogas. Entrou nessa vida para poder sustentar ele e a mãe, pois seu pai fugiu a muito tempo da responsabilidade dele. Ele não acreditava em Deus, mesmo a mãe insistindo muito para ele sair dessa vida e trilhar os caminhos do Senhor. Mas ele não quis, falava que Deus não ajudava em nada e que ele teve que se virar para sustentar a ambos. Até que por não ter dado o dinheiro aos traficantes, quem sofreu foi a mãe sendo surrada por ele. Foi quando ele acordou para vida e decidiu se tratar. Encontrou a casa de apoio que ajuda muitos jovens nessa vida e se mudou para João Pessoa, longe de toda sujeira em que vivia em São Paulo.

Ele tinha firmeza em suas palavras, mas ainda conseguia detectar humildade e talvez uma certa tristeza pelo seu passado. Se emocionou durante o relato. Não consegui aguentar, chorei pelo seu testemunho e por ver uma vida restaurada por Jesus. Ele explicou que no local que se tratou não se tem dinheiro arrecadado pelo governo. Todos os ex-dependentes químicos, vendes quites com variedades de produtos no valor simbólico de 2,00 reais. Sobrevivendo com essa ajuda. Fui mexida com seu testemunho e com essa casa que acolhe jovens tão necessitados de ajuda e da palavra de Deus. Comprei o meu kit e várias outras pessoas. Era perceptível que ele falava a verdade. Não era nenhum enganador. Ao entregar o dinheiro eu disse:

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