Imai Infinito - parte 4

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Imai Infinito – parte 4

          Ainda que tenha sido planejado.

          Ainda que por arte do acaso, aquilo tenha sido obra de um único indivíduo.

          Ainda que tenha alguma ligação com o que houve ontem.

          Assumindo que talvez, apenas um talvez, alguém esteja fazendo isto possível.

          Koa. Um sutil híbrido com complexo de superioridade, meu melhor amigo, simplesmente caiu no chão, nesta rua, que curiosamente não possui sequer uma pessoa, mesmo que ainda agora estivesse repleta delas, que até mesmo nos encararam quando eu e Koa conversávamos.

          Então?

          O que houve?

          Minha preocupação para com esta situação só não é maior que a de Koa talvez não se mover no próximos minutos. Além de que claramente isto não é um ato natural, pois Koa é imune a qualquer doença natural, devo assumir que alguém é culpado por isto?

          O que me leva a isso?

          De certa forma, em um mundo como este, assumir que a coisa mais bizarra que aconteceu com você seja causada por alguém de má fé é de fato estranha. Um clichê.

          Porém.

          De certa forma, em um mundo como este, onde um vampiro se comporta humanamente, um quarteirão se torna um ciclo sem fim, não assumir que a coisa mais bizarra que aconteceu com você seja causada por alguém de má fé é de fato... burrice. Ainda que um clichê.

          Por hora.

          Não.

          Talvez seja a única coisa que eu possa fazer, devo tirar Koa daqui.

          — Hur... hur...

          Certamente eu receberia uma nota menor que "péssimo" em educação física se isto fosse uma corrida. Koa pesa muito, ainda que não pareça, eu sou um molenga. Não consigo nem mesmo erguer meu amigo desmaiado que pesa praticamente o mesmo que eu, acho. Se ele pudesse falar, pelo menos isso, certamente estaria me amaldiçoando constantemente.

          E claro.

          A culpa disso, novamente é minha.

          Ainda que eu diga isso, ele irá me culpar, mesmo que eu não seja o culpado, sua desculpa será que eu o arrastei a isto, então sim, de algum modo, isso foi minha culpa.

          Pronto.

          Achamos o responsável, agora devo me interrogar para saber como fazer Koa se mexer.

          Isto não poderia ser pior.

          Droga.

          De tudo que eu poderia falar, certamente não devo dizer isso. Ainda que de maneira inconsciente, eu acabei falando, então sim, prêmio para este ilustre protagonista, talvez eu tenha acabado de piorar tudo sem nem mesmo perceber.

          — Tudo bem, tudo bem... aqui está bem.

          Enquanto penso em alguma forma de resolver isto, claro, se há uma. Certamente tem que ter. Devo deixar Koa neste lugar, este restaurante. Estou começando a achar que ficar perto de locais como lanchonetes e restaurantes são como iscas para algum problema. Se isto não se repetir por uma terceira vez, então deixarei de pensar assim.

Zokugatari: ExodusOnde as histórias ganham vida. Descobre agora