SENTENÇA CORRETA - CENA 12: AJUDA SIM

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  Que ele a desculpasse, mas ela estava assustada em ficar ali naquele ponto de ônibus sozinha.

- Adoraria, Otávio - Ela repetiu o nome apenas para não esquecer ou confundir.

O garoto concordou com a cabeça, não exatamente feliz com isso, abrindo a porta do carona pra ela. Vinícius havia sido despejado no banco de trás e agora estava meio tombado entre o espaço entre os bancos.

- Acho que eu vou ter que levar ele em casa primeiro, antes que eu tenha que colocar meu carro pra lavar - Otávio disse.

Os dois riram quando Vinícius murmurou algo em concordância, mas, logo em seguida, Otávio percebeu o que isso significava e avançou.

Juliana achou muito bonitinho e divertido o quanto o garoto se concentrava ao volante. Por vezes, ela tentou puxar papo, mas sempre acabava com 'Desculpe, o que você estava dizendo?'. Ela deveria ficar irritada, mas estava meio abobalhada olhando para o garoto. Era errado? E daí? Ela queria se vingar de Diego mesmo...

Eles estacionaram em frente à casa da mãe de Vinícius pouco depois e Otávio pediu licença para ajudar Vinícius a se locomover.

- Precisa de ajuda? - Ela perguntou ao ver que Vinícius não respondia às investidas de Otávio para tirá-lo do carro.

O rapaz não respondeu, mas ao ver Otávio caindo na calçada e Vinícius permanecer no carro, ela se levantou e foi até lá.

- Tá tudo bem, Juliana, não quero que esse bobão te machuque - Otávio disse.

Ela revirou os olhos. Por que homens, por mais fofos que fossem, queria sempre resolver tudo na força? Sentou-se ao lado da cabeça de Vinícius.

- Vinícius? - Ela chamou - Querido, você não pode ficar no carro. Aqui vai ficar frio e você pode sujar ele se passar mal...

- Eu não me importo - Vinícius murmurou.

Juliana só riu.

- Mas estamos em frente a sua casa, querido. Não quer ir pra sua cama quentinha? Você pode tomar banho enquanto eu faço um chocolate quente pra você, o que acha?

Vinícius levantou a cabeça e olhou para ela, avaliando.

- Você vai pra cama comigo?

Juliana não sabia se ria mais da pergunta ou dos sinais de Otávio falando "não" com as mãos.

- Vou sim - Disse, sabendo que aquilo iria convencê-lo a sair do carro - e talvez pôr ciúmes em Otávio.

Ao ver a cara emburrada do loiro, ela achou-se um gênio. Dava mais alguns minutos para que ele perguntasse do relacionamento dela com Diego. Aos tropeços, Vinícius saiu do carro e Otávio resolveu ajudá-lo a caminhar até a casa. Eles aguardaram alguém atender a porta, mas não havia ninguém em casa.

- O que a gente faz? - Juliana perguntou.

Otávio fez careta.

- Não quero levar ele pro apê - Disse. - Da última vez, ele e o Alex destruiram metade da casa...

Ela mordeu o lábio de leve. Eles moravam juntos ou tinham feito uma festa? Ela tinha um problema, mas se Otávio cedesse... Ela se aproveitaria dele com certeza.

- Vinícius? - Juliana chamou, conseguindo sua atenção com facilidade - Você tem alguma chave?

Cambaleante, ele enfiou a mão no bolso e tirou uma chave de lá de dentro, sorrindo. Otávio quase enforcou-o, mas se controlou a uma olhada de Juliana. Eles entraram na casa, Juliana acendendo as luzes e Otávio arrastou Vinícius escadas acima. Ela aguardou, olhando a casa, até se encostar no sofá da sala. Otávio desceu, uma das mãos nos bolsos e parou para admirá-la por alguns segundos.

- Vinícius está tomando banho - Ele disse - Não tem ninguém na casa, não vou poder deixar ele sozinho. Ela concordou com a cabeça.

- Bom, o sofá parece bastante confortável pra mim.

Otávio riu e, com ela, deu a volta no sofá e ambos se sentaram, ela no sofá menor e ele no maior. - Então... Você e o Diego...? - Ele perguntou.

Juliana tentou esconder seu sorriso. Ela sabia que ele ia perguntar, afinal.

- Não estamos mais juntos. - Ela disse. - Bom, ao menos eu não falo com ele há uma semana.

Otávio concordou com a cabeça, mas nada fez. Ela sorriu, passou as mãos pelas pernas, nervosa. Ele não ia tomar uma atitude, mas demonstrava claramente que estava cogitando a ideia. Então não seria melhor ela dar um pontapé antes que ele descartasse?

Ele virou-se para ela, planejando falar alguma coisa, mas ela apenas se curvou e encostou a cabeça no ombro dele, olhando-o. Otávio pareceu ligeiramente sem saber o que fazer, mas, no momento seguinte, desceu os lábios para beijá-la, um beijo doce e tranquilo, quase fofo. Ficaram alguns minutos se beijando e os beijos foram se tornando cada vez mais vorazes.

Uma das mãos de Otávio estava em seu pescoço e a outra subia tranquilamente da cintura para seus seios, enquanto Juliana espalmava suas mãos no peitoral do rapaz. 

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