SENTENÇA CORRETA - CENA 13: AJUDA NÃO

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- Deixa pra lá, Otávio. - Ela sorriu. - Meu ônibus já está vindo, me deixa em frente de casa. 

O garoto levantou-se com Vinícius meio tonto e olhou-a em dúvida. 

- Tem certeza? - Perguntou. 

- Claro! - Ela tentou soar convicta. - Sem problemas!

Então Otávio concordou com a cabeça, se despediu, enfiou Vinícius dentro do carro e sumiu de vista bem a tempo de não ver o sorriso dela se desmanchar. Ela estava certa que seu ônibus ia demorar um bom tempo pra passar, mas não quis arrumar problemas pro rapaz que mal conhecia. Ele já tinha um bêbado. 

Dois ônibus passaram e o ponto esvaziou consideravelmente. Ela se viu entre dois garotos quase morrendo de passar mal e uma menina que tinha olhos idênticos aos de Diego. E ela tinha que parar de pensar nele. 

A menina se levantou e ela realmente amaldiçoou o momento em que negou a carona.

- Juliana? - Alguém a chamou. Ela procurou e encontrou Diego, dentro do carro por onde a outra garota havia sumido. Virou o rosto. Poucos momentos depois, ele estava ao lado dela. - Ei! Qual o problema?

Ela olhou pra ele, realmente zangada. Qual era o problema? Ele resolvia aparecer logo depois que ela decidiu desencanar? Esse era o problema.

- Achei que você estivesse me esquecido - Disse, sendo cruel. - Só estou fazendo o mesmo. 

O garoto bufou e passou a mão livre pelos cabelos. 

- Eu... Eu estava meio aéreo, doce - Ele disse, usando o apelido que ele dera a ela. Deu certo, amoleceu-a um pouco. - Eu estava fora da cidade, minha tia está doente. Voltei essa tarde porque minha irmã queria vir nessa festa com as amigas. Mil desculpas por não ter te avisado, eu realmente estava meio perdido com as coisas de hospital e tudo mais. 

Ela meneou a cabeça. Pareceu uma desculpa bem sólida. Só esperava que fosse verdade, mas, dando um voto de confiança, ela concordou com a cabeça. 

- Tá. - Murmurou, parecendo zangada. Mas o sorrisinho estúpido em seu rosto não negou o quanto ela havia se rendido. 

O mesmo sorrisinho estúpido estava nos lábios dele e ele não esperou nem um pouco pra juntar os dois. 

- Resolvido? - Ele perguntou. Ela revirou os olhos e concordou com a cabeça - Vem, te levo em casa. 

Ele entrelaçou a mão na dela e abriu a porta traseira do carro para ela entrar. E a garota se arrependeu no mesmo segundo. 

No banco do carona, a irmã de Diego sorria pra ela. Mas no banco traseiro estava um carrancudo Alex. 

Diego entrou no carro e deu a partida sem nem notar. Alex, com sinais, perguntou a ela o que ela tinha com Diego. Ela balançou a cabeça, como se pedisse desculpas e entrelaçou os dedos, indicando relacionamento. Ele entendeu. Ficou realmente irritado e virou a cara pra janela. 

Diego reparou. Olhou pra Alex pelo espelho retrovisor e depois olhou pra Juliana que, envergonhada, abaixou a cabeça. Era visível o processo de maquinamento que a mente de Diego estava fazendo pra entender o que se passava. 

Ele estacionou em frente à uma casa bonita, bem no centro de Londres e ofereceu a bochecha pra irmã, que beijou-a rindo. 

- Tchau, Di! - Ela disse. - Tchau, gente! - Acenou pros dois no banco de trás. 

Assim que a garota entrou em casa, Diego deu a partida e falou: 

- O que há com vocês dois? - Perguntou. 

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