SENTENÇA CORRETA - CENA 8: CASA DE JULIANA

3.1K 76 1


- Eu quero ir pra casa, Diego - Ela disse, fechando os olhos - Estou muito enjoada. 

A mão que estava em sua coxa foi retirada rapidamente. Ele suspirou. 

- Tudo bem. - Ele disse. Parecia chateado. 

O que ela podia fazer? Ninguém mandou ele simplesmente dar o pé sem avisar e fazê-la sair pra beber. Apesar que, quando ela saiu, essa não era a intenção principal dela. 

O garoto dirigiu silencioso até a casa dela e estacionou na vaga vazia em frente a garagem. A casa inteira estava apagada. 

- Tem alguém em casa? - Ele perguntou. 

Ela deu de ombros, tirando o cinto. Quando saíra de casa, os pais tinham ido ao shopping. Ela havia deixado um bilhete avisando que tinha saído, mas aparentemente, dessa ela se safara. 

Colocou a mão na cabeça, parecia que ia explodir. Ouviu o suspiro pesado de Diego e ele desceu do carro, aparecendo rapidamente abrindo a porta dela e oferecendo-lhe a mão pra ajudá-la. 

- Você realmente bebeu demais - Ele disse. Ele abraçou-a pela cintura, fazendo a garota estremecer. Percebendo isso, riu e deu-lhe um beijo no pescoço. - Vamos. Vamos ver se achamos um comprimido pra salvar essa noite. 

Os dois andaram, Diego praticamente carregando Juliana até a entrada da casa e ele forçou a porta, sem conseguir abrí-la. 

- A chave fica atrás da plantinha - Ela disse, colocando a mão na cabeça, sentindo dor. - Minha cabeça está me matando. 

Diego encostou-a na parede, antes de pegar a chave. Quando, finalmente, abriu a porta, a garota estava encolhida, sentada ao chão. Suspirando, ele agachou ao lado dela e passou os braços ao seu redor, levantando-a. 

- Você vai vomitar? - Ele perguntou. 

Juliana concordou com a cabeça, então ele carregou-a até o banheiro, deixando-a sentada na tampa do vaso sanitário fechado. Ela colocou a cabeça entre as pernas, tentando recuperar um pouco da lucidez. 

- Nunca mais bebo tanto na vida - Disse. 

Diego riu, beijando-lhe o topo da cabeça. E ela estava se matando por dentro por quase ter dado um pé na bunda daquela fofura de pessoa. 

- Vou arrumar algo pra você, está bem? - Ele disse. - Qualquer coisa me grita. 

Ela concordou e ele deixou o banheiro. Ela só ficou lá sentada, de olhos fechados, tentando controlar a dor de cabeça e o enjoo e quando menos esperava, Diego surgiu de volta com um remédio, forçando a tomar. Fixou-se ao lado dela, abraçando-a e fazendo carinho em sua cabeça. 

- Está melhor? - Perguntou. 

Ela olhou pra ele, bem mais lúcida, sorrindo levemente. 

- Não estou mais enjoada e minha cabeça melhorou. Obrigada. 

Ele abaixou-se, capturando seus lábios por um segundo. Afastou-se brevemente, mantendo os olhos fechados e, com um sorriso levado, levantou-a em seus braços, fazendo-a soltar um gritinho. 

- Vamos ver se eu ainda lembro onde é seu quarto? – Ele perguntou.

Ela sorriu, entendendo no que ele queria levar. Por mais que ainda não estivesse totalmente disposta, sua intenção era acabar a noite daquela forma e ela não podia deixar isso para lá.

Sem demora, ele encontrou a porta do quarto dela e a sentou na cama. Ela encarou-o com um sorriso e puxou-o até si. Fez-o sentar na cama e sentou-se em seu colo.

Contos Eróticos... Ou quaseRead this story for FREE!