SENTENÇA CORRETA - CENA 7: DESCE DO ÔNIBUS

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  - Não acho que seja uma boa ideia, Vinícius. - Ela disse. - Preciso ir pra casa. 

Na verdade, ela estava pensando no quanto a amiga dela poderia ficar zangada se soubesse que ela tinha sido seduzida por um ex. Não tinha certeza se seria bem aceita e, se tivesse algum envolvimento com Vinícius, seria só depois da aprovação dela. 

Com um pouco de clareza na mente, ela aceitou que ele anotasse seu telefone no celular dele.
- Você sabe qual ônibus tem que pegar? - Ele perguntou. 

- É, acho que sim - Murmurou. - Acho que estou melhor agora. 

Ela deu-lhe um beijo na bochecha e desembarcou no ponto de ônibus seguinte. Só tinha um problema: Não havia ninguém na rua. 

Assustada, ela colocou o celular entre os seios e se encolheu no ponto de ônibus, esperando que o seu passasse o mais rápido possível. Se ao menos tivesse alguma loja 24H por ali, ela podia esperar o dia nascer, mas ela estava sem opções. 

Estava frio. Ela se abraçou, vendo um carro passar. E, então, o carro freiou fortemente um pouco mais a frente e, para seu desespero, começou a dar marcha ré, parando a sua frente. Seu coração batia acelerado e ela estava pensando em começar a correr quando a janela abaixou e ela reconheceu o rosto. 

- Diego - Sussurrou, completamente aliviada. 

Ela ainda estava irritada com o rapaz, mas por ele tê-la visto sozinha e retornado, dava pra dar uma respirada. Sua salvação. Não ter que ficar sozinha no escuro e no frio. 

- Ei! - Ele chamou. - Carona! Vem! 

Sem pestanejar, ela deu a volta no carro e entrou na porta do carona, que Diego havia aberto pra ela de dentro do carro. Assim que se acomodou e colocou o cinto, foi surpreendida por um beijo de tirar o fôlego. 

- Hm... Alguém andou bebendo. - Ele sussurrou, voltando a sentar-se reto em sua poltrona. Juliana estava perdida. Ela não esperava por esse tipo de reação dele, afinal ele não a ligava há dias. Ele pareceu perceber essa confusão na garota e começou a explicar - Minha tia ficou doente, eu tive que levar minha mãe pra casa dela, fora da cidade. Desculpa por não ter avisado, eu acabei ficando por lá esses dias, ajudando a levar as coisas que minha mãe precisava no hospital... Mas tinha essa festa que minha irmã queria ir, então eu e ela voltamos essa tarde e eu acabei dormindo no sofá. Acabei de ir deixá-la em casa e estava indo pro apê. Devo imaginar que você estava na mesma festa que ela? 

Juliana achou que era muita informação pra mente ligeiramente bêbada dela, mas havia entendido que alguma coisa séria aconteceu e o garoto não era culpado por deixá-la sozinha. 

- Todo mundo estava lá. - Ela respondeu, encostando a cabeça no banco e respirando fundo, sentindo o enjoo retornar. 

Uma das mãos de Diego escorregou da marcha para a coxa dela. Ela prendeu a respiração por uns segundos e olhou para ele, checando que ele a olhava de rabo-de-olho, com um sorriso no mínimo safado no rosto. 

- Você está bem? - Perguntou. Ela concordou com a cabeça, mesmo não se sentindo exatamente bem. - Bebeu demais, não é? - Com mais um aceno de concordância dela, ele continuou - Não quer ir lá pra casa? Vou ficar mais tranquilo se você estiver lá... 

Ela sabia que não se tratava exatamente de tranquilidade. 

Juliana, sua casa ou a de Diego?
Casa de Juliana: Cena 8
Casa de Diego: Cena 9

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