SENTENÇA CORRETA - CENA 6: CONTINUA NO ÔNIBUS

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  - É, eu acho que é uma boa idéia. – Ela disse. 

Olhou-o direito, de perto, pela primeira vez. Os olhos lindos, azuis quase cinzentos, estavam sobre ela, divididos entre o tom de divertimento e a preocupação. A pergunta que ele fizera, embora pudesse ter um milhão de segundas intenções, feita por ele, soara infantil e inocente. Mas olhando para o sorriso maravilhoso que ele sustentava, ela sabia que a noite não acabaria em bêbados dormindo pelo chão. Ah, ela tinha certeza que acabaria em uma bela e confortável cama com ela contando quantas sardas o garoto tinha pelo resto do corpo.

- Ótimo. – Ele disse – Eu ia pro meu apê, mas eu me perdi da minha carona e é mais fácil ir pra casa da minha mãe daqui. E, além de tudo, ela não está em casa.

Com a declaração, a garota riu, fazendo Vinícius rir junto. Alguns segundos depois, ele estava com o queixo apoiado em seu ombro, dando-lhe beijinhos no pescoço e a fazendo agarrar o braço do garoto para se controlar. Ele riu, baixinho, se afastando.

- Vem, vamos descer. – Ele levantou, dando-lhe a mão para tentar oferecer um pouco de estabilidade, mas Juliana mal conseguia se manter em pé.

Com um pouco de esforço, os dois desceram do ônibus em uma rua tranquila, onde as únicas almas vivas fora de suas casas as quatro da manhã era um rato fugindo de um gato que o perseguia.

Vinícius empurrou-a contra a parede assim que o ônibus sumiu, virando a esquina. Os lábios encostaram-se aos dela enquanto suas mãos grandes procuravam desesperadamente por seus seios.

A garota apenas gemeu e passou os braços pelo pescoço dele, enquanto sentia-o apertando seus seios com extrema vontade.

Bom, ela esperava uma cama, mas se ele quisesse fazer algo ali, ia rolar, com toda a certeza.

As mãos do garoto adentraram por debaixo de seu vestido, puxando-a para mais perto, enquanto ele beijava-a com voracidade.

Ele mordeu seu lábio, sugando enquanto se afastava e deu alguns passos para trás, pegando sua mão para guiá-la até a entrada da sua casa.

Sem dizer uma palavra sequer, os dois entraram e se encaminharam pro quarto do garoto. Ela entrou, admirando a bagunça ligeiramente arrumada, ao passo que ele trancava a porta. Era hora de começar a verdadeira diversão, então Vinícius arrancou a própria blusa e tascou um beijo fervoroso nela. Ele não tinha planos de chegar até seu quarto – até porque ele não se recordava em que estado ele estava – então puxou-a para o sofá e deixou-a se acomodar, por cima dele, sentados.

A garota parecia bastante disposta aquilo, então ele empurrou-a e puxou-a com força, fazendo-a roçar em uma ereção, até que ela entendeu o que ele queria e continuou por si mesma, enquanto ele arrancava seu vestido e sutiã e grudava em os lábios em seus seios.

Ela arrancou-lhe a calça, excitada com a situação, e a cueca foi-se logo em seguida. Ela ficou decepcionada com o tamanho, mas nada disse. Se ela já estava na chuva, chuvisco ou temporal não faria diferença.

Vinícius a agarrou, colocando-a deitada no sofá em um só golpe. Então começou a acariciar suas coxas com aquelas mãos grandes que faziam qualquer um delirar. Juliana pensou diversas vezes, naquele momento, que quem sabia fazer, não precisava acumular centímetros lá embaixo, e ela esteve completamente certa que ele não precisava de nada além daquelas mãos para fazer uma mulher chegar ao ápice e, quando ele enfiou uma das mãos dentro de sua calcinha, separando os lábios e passando seus dedos pela vagina ensopada de excitação dela. Ele sorriu com seus grunhidos, o álcool parecendo ter sumido por alguns momentos e dando lugar ao fogo de prazer que corria pelo seu sangue.

Ele retirou a calcinha dela e começou a penetrá-la com o dedo mindinho. A garota se retorcia, tentava fechar as pernas inconscientemente e gemia, mas isso apenas o fazia rir. Para impedir que alguma movimentação da garota os atrapalhasse, ele encaixou seus joelhos em seu ombro, trocando o dedo mindinho pelo dedão. Isso pareceu excitá-la ainda mais. Ela se contorcia e ele se divertia. Ele sabia que a garota estava prestes a gozar, então parou por alguns momentos, deixando-a respirando afobadamente.

Não houve tempo suficiente, de acordo com ela, e logo ele voltara a excitá-la, desta vez passando a língua por seu clitóris, vez ou outra penetrando-a. Ela quis apenas retribuir, então deu um jeito de virar o corpo, achando que ele havia a ajudado nessa tarefa, enfiando o pênis do rapaz em sua boca.

Ficaram nessa brincadeira por um tempo, até ele realmente achar que iria ficar melhor de outro jeito, então se afastou, vendo-a sorrir. Sem dizer nada, ela virou-se no sofá, ficando de quatro e, em seguida, apoiando-se no braço do mesmo, oferecendo-se completamente pra ele. Ele piscou, deliciado, e então posicionou-se, penetrando-a sem dó algum.

Eles se movimentaram um contra o outro durante alguns minutos, mas pouco foi necessário pra chegar ao ápice, visto que ambos já estavam bastante animados. Vinícius foi primeiro e depois ajudou-a a conseguir com seus dedos, masturbando-a mais um pouco. Então, ele jogou-se no sofá, meio sem jeito, e dormiu ruidosamente.

- Quem diria, garoto do chiclete – Ela murmurou, antes de também adormecer. 

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