SENTENÇA CORRETA - CENA 4: CARONA SIM

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  - Eu vou pra Kensington, não vou atrapalhar você? - Ela disse, com o máximo de clareza que conseguiu. 

Otávio negou com a cabeça, um sorriso que declarava que aquilo estava se encaixando como uma luva. 

- Problema algum. Vou deixar o Alex na casa da irmã em Holland Park, não quero passar a noite cuidando dessa coisa - Como que para ilustrar, Otávio jogou-lhe uma latinha de refrigerante vazia na cabeça de Alex, que apenas resmungou. - Entra aí! 

Juliana entrou no carro, colocou o cinto e encostou a cabeça na janela, tentando fazer com que seu enjoo não a dominasse. 

- Acho que você bebeu tanto quanto Alex - Otávio disse, parando em um semáforo e olhando de rabo-de-olho para ela. Ela riu, achando que sua cabeça iria explodir a qualquer momento. 

- Eu bebi com o Alex. - Ela disse. 

Otávio gargalhou. Voltando a dar partida no carro. 

- De qualquer forma, você parece melhor que ele. - Disse. E, então, dirigiu até uma cafeteria aberta. - Já volto. 

E ele não demorou mesmo. Claro, aquela hora da madrugada, a cafeteria estava mesmo vazia, então ele logo retornou com um copo para ele e um para ela. 

- Obrigada. - Ela sussurrou. 

O café fez bem à garota. Assim que ela o tomou, sentiu a mente clarear, ficar menos enjoada e toda aquela coisa de bêbados quase esvair. Tão melhor ficou, percebeu que o garoto que dirigia o carro era tão ou mais bonito que Alex. Loiro, olhos da cor do chocolate, extremamente expressivos. E quando ele sorria - e que sorriso lindo ele tinha! - uma beleza de covinha aparecia em sua bochecha esquerda. Era devidamente fofo, daqueles que a gente escolhe pra exibir para as minhas e mostrar como a vida está boa. Não era do tipo que a gente pega por pegar pra curar uma dor de cotovelo, mas ele poderia servir. Melhor que Alex, com certeza, que só daria pra dormir e vomitar essa noite. 

Assim que Juliana concluiu que gostaria de se divertir com Otávio essa noite, o garoto estacionou na fachada que ela acreditou ser da casa da irmã de Alex. Pela janela, achei que devia estar rolando uma festa de pijamas com garotas. Ou talvez fosse uma república de garotas. Mas, com certeza, só garotas. Mesmo assim, Otávio despachou Alex do carro, tocou a campainha e deixou-o com sua irmã (devo dizer que ela pareceu bastante relutante em aceitar, mas seja lá qual tipo de sedução aquelas mechas douradas podem fazer, ele conseguiu). 

- Pronto. Agora só me indicar onde é sua casa! - Ele disse assim que retornou ao carro. 

Ela foi mostrando-lhe o caminho, pensando em como faria pra seduzir o menino. Pensou em mil coisas bizarras que envolviam mãos em lugares inapropriados, mas, quando ele estacionou no meu jardim e ela viu que todas as luzes da casa estavam apagadas, deu graças aos céus por seus pais não estarem em casa. Eles tinham ido ao shopping quando ela saira pra festa e, provavelmente, haviam decidido curtir uma noite sem filhos. Que bom. 

- Obrigada. - Ela disse, com seu sorriso mais meigo. Curvou-se para depositar um beijo em sua bochecha e, propositalmente, escorregou, beijando-lhe os lábios - Oh, desculpe. 

Desculpas nada. Otávio também percebeu. Ele bebeu o resto do seu café em uma golada, enquanto a garota de aprumava, fingindo estar envergonhada. 

- Tudo bem. - Murmurou. 

Ok. O garoto não ia tomar nenhuma atitude. 

- Você quer entrar? - Ela perguntou. 

Ele olhou-a e ela soube que ele estava querendo, mas totalmente sem jeito de demonstrar ou tomar uma atitude. Ela sorriu, tranquilizadora, quando o garoto concordou com a cabeça. Saiu do carro e caminhou até a porta, esperando que o garoto a seguisse. Forçou-a, sem conseguir abrir. 

- Sem chave? - Ele perguntou-a, já atrás dela. 

Ela sorriu e negou com a cabeça. Abaixou-se cuidadosamente para evitar que a dor de cabeça retornasse, e pegou a chave extra que seus pais sempre deixavam pra ela atrás da planta da entrada. Abriu-a, deixando-o passar. 


O garoto nem ao menos teve tempo pra respirar. Juliana sabia que conversa não o faria tomar uma atitude, não aquela noite, então assim que ela fechou a porta atrás de si, avançou contra o garoto, passando os braços por seu pescoço e beijando-lhe a boca. Ele, assustado, deu passos para trás e quase caiu, não o fazendo porque havia encontrado uma parede. Ela riu, encerrando o beijo e encarando o olhar ligeiramente assustado do garoto.

- Tá com medo de mim? – Perguntou.

Ele parecia um pouco desajeitado, talvez até assustado, e totalmente sem jeito. Ele abriu a boca e fechou por alguns momentos, sem saber como reagir.

- Não é bem isso... – Ele sussurrou. – É que você... Bom, você estava com o Diego...

- Esquece o Diego. – Ela soprou, perto de sua boca. Sorriu a perceber que ele procurou seus lábios por um momento. – Esquece tudo...

E, então, ela sentiu as mãos do garoto em sua cintura, apertando-a contra a ereção dele, instintivamente. Sorriu ainda mais.

- Eu nunca estive com uma garota com você. – Otávio disse, com uma admiração repreensível.

Juliana quase corou. Ele dissera como se ela fosse muito experiente, coisa que ela não era, não exatamente. Mas, talvez, fosse mais que ele e ela deixaria que ele fosse enganado pela sua leve vantagem.

- Não se preocupe com isso. – Ela sussurrou.

Ela voltou a beijá-lo e ele demorou um pouco para reagir, mas quando o fez, ela agradeceu por ter escolhido bem. Ele puxou-a, levantando-a e envolvendo sua cintura com as pernas dela. Virou-se, pressionando-a contra a parede e tomando o controle da situação, o que tornou tudo mais calmo, gostoso e doce. Ela mordeu o lábio dele, encerrando o beijo e o empurrando levemente, levando as mãos até sua calça, desafivelando o cinto.

- Vamos logo com isso, huh? – Ela sussurrou-lhe, acariciando o membro, enquanto ele jogava a cabeça para trás. Ela empurrou a calça com a cueca para baixo, admirando-se com o tamanho do pênis do garoto.

Por um segundo, ela pensou em sair correndo dali, no limite de sua experiência com garotos, mas manteve-se.

- Que foi? – Ele perguntou, estranhando que ela estivesse apenas parada, olhando-o.

- Nada... Apenas... Uau. – Ela murmurou.

Otávio riu, puxando-a de volta para cima. Sem nenhuma cerimônia, segurou uma das pernas da garota em sua cintura. Em poucos segundos, Juliana percebeu que ele não era tão inexperiente assim. Juliana se viu imprensada contra a parede, as pernas dela ao redor da cintura do garoto e a ereção dele apertada firmemente contra sua calcinha. Ela arfou, jogando a cabeça para trás e sorrindo levemente ao perceber os beijos do garoto em seu pescoço. 

Ela levou os lábios aos do garoto, beijando-o fervorosamente, enquanto ele pressionava-se contra ela. As alças do seu vestido desceram magicamente atéa cintura e ele põs-se a beijar os seios da garota, fazendo-a delirar. Para sua agraciação, ela moveu-se contra ele, o que o fez morder o bico de um de seus seios, provocando urros de ambos. 

Otávio tentou puxar a calcinha dela para baixo, sem sucesso devida a posição dos dois. Juliana sentia a tensão do garoto, a ansiosidade. Modeu seu ombro, levando os lábios para a orelha dele. 

- Só chega pro ladinho. – Ela sussurrou, beijando a orelha dele. Ele fechou os olhos e suspirou pesadamente. – E coloca. 

Ela mordeu o lábio, segurando o sorriso malicioso que lançava a ele. Ele sorriu de lado, empurrando-a contra a parede para mantê-la, enquanto suas mãos afastavam sua calcinha para que ele pudesse fazer o que ela desejava. 

Com calcinha afastada, ele acariciou a frente da vagina dela com seu dedão e ela grunhiu levemente, levando a testa ao pescoço dele, bufando. Ele estava se sentindo no céu. 

Penetrou-a de uma vez só, admirando-se com a reação exagerada dela, gritando e apertando suas unhas no ombro dele. Juliana sentiu-o quase em seu limite, mais fundo que qualquer outro já havia chegado. Desprovida de concentração, mordeu o lábio dele, enquanto ele movia-se contra ela, empurrando-a contra a parede. Ela quase sentia como se estivesse andando de cavalo, indo e voltando com ele contra ela ou com ele obrigando-a a movimentar-se contra ele. 

Os dois gemiam sem nenhum pudor, mas o nervosismo de Otávio acabou fazendo-o chegar ao seu ápice antes do previsto, o que acabou com os dois deitados, meio embolados no chão, Juliana meio satisfeita e um Otávio meio frustrado.   

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