Capitulo Quarenta e Seis

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Era estranho estar de volta. Estranhamente triste. Cada passo trazia de volta uma lembrança triste, embolada com uma feliz que eu nunca seria capaz de apagar.

Luke envolveu minha cintura com seu braço enquanto Malu apertava minha mão.

Sorri sapeca para Juan e acenei animada, voltando a segurar a mão de Mallu segundos depois. Ele me olhou como se visse um fantasma, mas ainda sim deu um pequeno sorriso e acenou de volta. Aposto que tinham sido as semanas mais tediosas da vida dele.

Senti minhas pernas travarem no segundo em que pisei no pátio dando de cara com Daniel e Guilherme. Ambos seguravam uma mala, mas pararam no segundo em que me viram. Daniel sorriu a me ver, mas eu me mantive sem expressão alguma.

Luke apertou minha cintura com mais força e me puxou para mais perto dele.

–Acho que não precisamos mais disso! –Disse Gui sorrindo para mim.

–Vamos? –Chamei Luke.

–Emily. –Chamou Daniel. –Não faz isso. –Pediu.

–O que? Seguir em frente? Ignorar-te? –Perguntei e vi Julliane se aproximar dele colocando a mão em seus olhos e beijando sua bochecha. –Você fez, porque não posso fazer? –Perguntei me afastando.

–Emily. –Guilherme gritou. –Droga, não vai! –Ele pediu.

–Eu já fui. –Dei de ombros. –Essa é minha volta. –

–Você está bem? –Perguntou Luke.

–Como nunca estive antes! –

–Não sei a quem você tenta enganar! –Disse Luke revirando os olhos.

–A você! –Debochei e ele me deu uma cotovelada.

Ele beijou minha bochecha:

–Pois saiba que não engana! –Disse ele.

–Vou melhorar minhas técnicas. –Sorri.

–Você. –Ouvi Mallu rosnar e me virei.

–Emily? –Ouvi a voz de Matheus.

–Quem é o idiota da vez? –Perguntou Luke revirando os olhos.

Virei-me para ele e o encarei.

Havia certo brilho em seus olhos.

–Matheus. –Disse olhando-o.

–Você... –

–É, eu voltei. –Disse sem olhar em seus olhos.

–Em's... –Começou e eu neguei.

–Não, não dessa vez. Você não quebrou meu celular ou comeu minha nutella Matheus, você me quebrou! –Disse olhando-o.

–Eu... Me desculpa. –Pediu.

–Claro. –Dei de ombros. –Te desculpei no segundo em que conheci Luke, ou talvez no segundo em que deixei tudo para trás, sabe por quê? Porque no fim, você ficou com tudo o que eu deixei. Ficou no passado. –Falei.

–Não jogue quatorze anos no lixo! –Pediu.

–Eu não preciso, afinal, você fez isso por nós dois. –Disse passando por ele.

Era doloroso fingir que não doía. Era doloroso fingir que eu não queria me jogar nos braços dele. Era tudo doloroso demais.

–Sabe o que nós precisamos? –Perguntei. –De uma festa. Vamos nos embebedar sem nos preocupar. Pois amanhã, não vai haver o café horrível do Luke! –Disse e ele me olhou, fingindo magoa.

S.O.S Internato: A Marrenta tá na área!!!-EM REVISÃO ||LIVRO ÚNICO||Leia esta história GRATUITAMENTE!