Capítulo 5

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— Me desculpa.

Era a centésima vez que ele se desculpava, era algo tão irritante que dava vontade de dar um murro naquela cara sensual.

  Eu havia lavado minhas roupas que estavam sujas, limpei todo o meu quarto -temporário- consegui roupas de cama nova. Trabalhei a manhã inteira, com aquele chiclete grudado em mim. Em cima da minha sobrancelha tinha uma mancha azulada, a mesma doía muito.

Depois do almoço resolvo ir para a piscina, como hoje era sábado Jud não iria vir trabalhar. Esforcei-me o máximo para não ficar irritada com o ser, que estava entrando na piscina junto comigo.

— Da pra parar de me seguir? - grito tentando ofende-lo. O mesmo coloca a mão no peito, com cara de desentendido.

— Você precisa dizer eu te desculpo Matt.

— Você é muito bipolar! - falo jogando água nele, mas percebo que nem havia tirado a roupa.

— Você é muito chata sabia - ele me surpreende com a masculinidade presente na voz.

Tento não olhar quando ele retira sua camiseta por cima dos ombros. Mas como eu sei, era algo impossível. Vejo sua barba bem feita, seus cabelos alinhados perfeitamente. Sua boca entre aberta, me faz dar um suspiro. Ai que merda, ele está a olhar para mim. Disfarço e começo a nadar para me afastar dele, mas ele se aproxima de mim. Quando não tenho mais saída vejo que eu to encostada na borda da piscina, o mesmo chegando na minha frente.

Minha respiração fica abafada, eu não queria ficar próxima dele. Mas o mesmo fica em pé na minha frente e me prende com os braços ao lado da minha cabeça. Seu hálito de menta, causado pelo maço de cigarro faz com que eu queira experimentar novamente seu beijo.

  Concentro-me em tentar sair mais, suas pernas me prendem e eu consigo sentir seu corpo completamente encostado no meu. Sua cabeça está no meu pescoço causando inúmeros arrepios por causa de sua respiração.

— Você pode me desculpar? - ele sussurra contra meu lóbulo da orelha. Os respingos da água em sua boca, me fazem ficar eufórica. Minha pele correspondia a cada toque.

— Eu.. desculpo.. - quase digo que não, para saber até onde iria. — Mas agora me larga - nesse exato momento seu corpo me libera um espaço, enquanto luto na minha cabeça se eu saio ou não.

***

— O jantar ta pronto - gritei para ele me escutar, comecei a comer rápido para evitar troca de olhares.

— O que temos para hoje? - sua voz era de diversão, mas não respondi. Continuei comendo. Ele pegou um prato e foi até a sala.

  Na minha casa nós, nunca comíamos em lugares diferente. Depois que meu pai partiu, minha mãe tomou conta de mim e da caçula. Não é fácil para um mulher dar conta sozinha de duas filhas, então eu tomei a decisão de ajudar minha querida mãe. Tudo que eu fazia era por elas, então quando estávamos juntas todas contávamos o que havia feito naquele dia. Mas o problema era que agora, eu não teria mais nenhuma refeição com elas nos próximos dois meses.

Mas se eu pudesse levar o marmanjo para minha casa, será que ele iria?

Meus pensamentos estão a mil, para um plano de como converser Matthew para eu visitar minha caçula.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora