Nada como pagar alguns micos

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AS QUE COMANDAM VÃO NO TRÁ TRÁ TRÁ... alguém me ajuda, essa música não sai da minha cabeça. EU FIQUEI DURANTE QUASE 48 HRS SEM LUZ, QUASE CHOREI SEM VCS, E PERCEBI QUE NÃO VIVO SEM WATTPAD. Enfim, pretendo responder todos os comentários do dos capítulos anteriores e agradeço a todos que me apoiaram na questão do plágio. Quero fazer uma coisinha especial: já que estamos em reta final, tive a ideia de indicar as histórias de vcs aqui. Pensei em um Q&A mas acho que isso só depois que eu concluir a história. Vai ter um capítulo só pra isso, então se quiserem que eu indique a história de vcs deixem nos comentários o nome da história e com quem ela eh, seja original, com algum artista ou casal (aceito as larriezinhas também ta szsz). Vocês me ajudaram tanto e quero ter alguma forma de retribuir isso tudo. Faltam mais dois capítulos :((

Beijão, amo vcs e enjoy xx

   A sensação de que tudo poderia desabar em um pequeno instante me perseguia desde aquela tarde. Aquela maldita tarde em que eu fiquei sem palavras em um dos momentos mais críticos de minha vida, onde meu relacionamento parece ter ido para o ralo de um dos jeitos mais clichês possíveis. Por causa de uma presença errada falando coisas de um modo errado em um tempo mais errado ainda. Me pergunto todo dia o que fiz de errado, porque olha...

Minha mãe pedia milhares de desculpas depois de ter se dado conta do que fez, um pouco tarde demais. Dois dias se passaram e eu mais divagava sobre no meu relacionamento estranho. Mas apesar de todas as estranhezas possíveis , eu gostava disso. Gostava de como funcionava nós. Da forma incomum que mostrávamos que gostamos um do outro. Bem, isso tudo antes de Rafael se afastar.

Ele obviamente não atendia minhas ligações, chamadas de Skype e mensagens. Talvez ainda esteja bravo com o que NÃO aconteceu.

Daí, tudo começou a escorrer entre meus dedos, como a mais pura e limpa água. De certa forma, essa água cristalina representava nosso namoro. Coisa que escorreu de minhas mãos sem que eu percebesse.

- Já conseguiu um par para a festa? – Marina me retirou do torpor em que estava metida. Por que eu sentia como se não tivesse noção da hora? Do tempo ou do local ao qual já me encontrava? Como não havia percebido que já me encontrava na escola? Caminhando alienada pelos corredores cheios e animados. Animação ao qual eu não fazia parte, afinal, nem sabia o motivo da felicidade e alegria estampada naqueles rostos.

- Que festa? – minha voz saiu rouca e lenta, como se eu estivesse sob o efeito de alguma droga ou bebida. O que raios está acontecendo comigo?

- A da formatura oras, a que todos estão comentando por ai. – tive vontade de responder que ultimamente não queria nem saber de um simples "a" daquelas pessoas, mas talvez acabe parecendo rude demais.

- Ah, sim. – claro que minha falta de interesse não passou despercebido por ela, mesmo usando óculos Marina conseguia enxergar coisas como ninguém. Seja com olhares, palavras, atos e frases. Aquilo era um talento, em minha sincera opinião.

E pensando nessa festa, percebi que realmente não tinha um par, já que a alguns dias atrás meu "namorado" parece ter rompido comigo. Me sentia o Thomas da saga The Maze Runner: sem saber de completamente nada. Lembro que de segundos antes da coisa toda acontecer eu lembraria Rafael dessa festa, mesmo que já tenha falado com ele. As coisas não acabaram funcionando do jeito que imaginava.

- O que aconteceu? – Mari me olhou através da grossa armação do óculos, me sentia encurralada, como uma criança sentada na cadeira do psicólogo pela primeira vez.

- Nada demais, não se pode mais esquecer de uma festa? – tentei agir normalmente, como se meu coração e mente não estivessem destroçados. Tá bom, que porra é essa Lia?

- Não a qual todos nós ansiamos durante anos. – finalmente chegamos na porta de minha sala, para a infelicidade dela e minha felicidade, tínhamos aulas separadas. – Ainda não vai me escapar Lia, mesmo que hoje seja o último dia de aula.

Estremeci com a sua possível ameaça, aquela garota conseguia coisas quando estava determinada. Com um empurrão de algum colega de classe, tropecei em minhas sapatilhas quase caindo de quatro na frente da mesa do professor. Ótimo, nada como começar o último dia nessa sala –infelizmente não era a última vez que pisaria nessa escola já que ainda teria a tão falada e esperada formatura -, pagando uns micos.

O sinal tocou indicando a última aula do dia, a última aula do Ensino Médio, a última aula do terceiro ano. Os alunos ao qual eu dividia a sala saíram correndo e fazendo baderna, enquanto eu parava em frente a professora de Literatura.

- Obrigada professora, por aguentar todos nós esse ano e não ter desistido da turma como muitos quiseram fazer. – dei um risada, afinal, sabia que minha classe não facilitava. Foram muitos estresses e suspensões para chegar todos até aqui.

- De nada querida, sabia que valia a pena não desistir de vocês.

Dei uma risada recordando de como odiava os professores ao qual não simpatizava desde que cheguei aqui, a professora de literatura era uma delas. E olha aqui, tive a coragem de vir lhe agradecer por tudo. Virei as costas e indo em direção a porta quando sua voz me chamou mais uma vez:

- Lia?

- Sim?

- Já sabe qual vai ser sua vocação? – em meio a tantos devaneios sobre os acontecimentos de minha vida, nunca parei para pensar em meu futuro. Que carreira eu tenho vontade seguir? faculdade de Arquitetura? Talvez, ou talvez Engenharia? Eram tantas possibilidades que me deixaram até tonta, em busca de apoio me encostei na porta. Logo minha professora percebeu alguma coisa errada e veio em meu auxilio perguntando milhares de vezes se eu estava bem.

Saindo daquela sala que já parecia estar pequena para mim, encontrei os corredores agitados como se fosse sexta-feira e não uma simples terça-feira. Encontrei meus amigos formando a típica rodinha.

- Lia, o que aconteceu menina? Percebi sua cara de morta lá do final do corredor. – lhe enviei um olhar dizendo claramente que não estava bem, Lola apesar de ser meio sem noção cerca de 96% do dia, entendeu o recado. – Você ainda está mal por isso?

As palavras frias de minha melhor amiga caíram como um balde de gelo sobre mim.

- Ainda? Lola, você sabe como eu gostava dele e ainda era a que aparentemente dava mais apoio para nós dois. – argumentei antes mesmo de pensar, Yuri e Marina observavam aquilo como se fossem meros espectadores de um jogo de luta livre.

- Sim, mas isso tudo foi antes de ele fazer burrada atrás de burrada e simplesmente jogar minha irmã para escanteio. – Lola justificou e tudo que eu mais queria era de um abraço seu, mas antes disso ela segurou meus ombros e encarou meus olhos, palavras nem tão boas estavam por vir. – Lia, você tem que esquecer ele. Acredite ou não, foi uma coisa bastante idiota que Rafael fez e ganhou de nosso amigo ali. E olha que Yuri faz uma besteira atrás da outra.

- Ei!

- Essa não é a questão. Nós odiamos ver você abatida do jeito que está agora, ainda mais se for por um garoto. Tente se distrair na nossa festa que será daqui a dois dias, alias, já arrumou seu vestido? – e essa era Lola, capaz de mudar de assunto em questão de segundos.

Dei um sorriso fraco tentando assimilar o conteúdo que saiu de sua boca, apesar de não concordar com tudo em partes ele tinham razão.

Eu teria que esquecer Rafael Lange.

E com certeza não teria muito resultado nisso.




Clouds → Rafael Lange | CellbitOnde as histórias ganham vida. Descobre agora