Capítulo Um

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Cecilia

Mas um dia de trabalho se inicia,e estar aqui é um sonho realizado, mesmo que minha família digo que eu me foquei de mas nos estudos e deixei de lado minha vida social,não me arrependo de nada.

Poder cuidar desses anjinhos me traz grande alegria e satisfação, e o hospital virou meu segundo lar,ainda mas que aqui também trabalha minhas grandes amigas Julia que enfermeira, e Natalia que é obstetra. Elas são hilárias sempre me fazem sorrir, pois com elas não há tempo ruim.

Hoje como sempre foi um dia normal, e me preparava para deixar meu turno de trabalho então encontrei minhas amigas conversando no corredor.

_ Vocês não são pagas para ficar conversando no corredor! _ falei imitando a voz do diretor.

_ você quer me matar Cecilia?...por um minuto eu achei que fosse o todo poderoso! _ Julia disse fazendo drama.

_ Só você em Julia pra cair nessa imitação barata da Cecilia!_ falou Natalia.

_ Que isso minha interpretação merecia o Oscar!....mas deixando a brincadeira de lado eu já estou indo embora para meu merecido descanso,então bom trabalho para quem fica! _ disse enquanto abraçava as duas.

_ Aproveita sua folga para sair e arrumar um namorado bonitão,pois você realmente está precisando!_ Julia praticamente gritou enquanto eu me afastava fazendo Natalia cair na gargalhada.

Elas não desiste de me fazer arrumar um namorado, será que elas não entende que eu estou bem sozinha. E mesmo Julia estando na mesmo situação que eu, ela não desiste com essa ideia. Natalia está livre de Julia, já que é a única que se casou. Seu marido também é médico, é um grande cirurgião geral, Eduardo e nosso amigo dês de quando fizemos cursinho pré vestibular.

******

Estava saindo em direção ao estacionamento,quando me lembrei que havia deixado minha maleta em minha sala,e iria precisar dela amanhã pois era médica voluntária no orfanato. Como minha mãe sempre diz" não esquece a cabeça porque é grudada",o único jeito é ir buscá- la decidi ir pela recepção mesmo para não perder tempo.

Ao chegar na recepção,vi a chefe das enfermeiras discutindo com um rapaz que deveria ter mas ou menos minha idade. Não era de se esperar pois Suzana era o mal humor em pessoa.

O rapaz parecia bem alterado, logo atrás dele havia uma outro rapaz um pouco mas jovem que ele com uma criança no colo. A pequena garotinha parecia bastante abatida, quando olhei para seu rostinho ela apenas deu um sorriso fraco, não pode me conter diante disso fui ver oque estava acontecendo.

_ Algum problema Suzana? Perguntei me aproximando.

_ Nada que você possa resolver Cecilia! Falou seco.

Nosso agora ela mexeu comigo, não sou uma pessoa que leva desaforo para casa. Fui em direção ao rapaz que havia se distanciando do balcão e pegado a garotinha que estava com o outro rapaz.

_ Oi! Oque esta acontecendo com a pequena?
Disse,mas os dois apenas me olharam.

_ Eu posso ajudar vocês!...sou médica, e trabalho aqui.

_ Minha filha está com febre alta que não cessa e com dificuldade para respirar...já tentei atendimento em dois hospitais públicos mas todos estavam lotados, então vim aqui pois eu já tive convênio só que foi cortado por inadimplência...mas eles não querem me atender também! _ o rapaz falou deixando uma lágrima escorrer.

Senti minha alma partir ao ver o sofrimento daquele pai, então tomei uma decisão que poderia custar meu emprego,mas me formei em medicina para salvar vidas e não para ter um salário vantajoso.

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