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A Kate abandonou o carro e foi aproximando-se da entrada principal. Ia fazer o mesmo, porém, a Christine no lugar do condutor, parou a minha saída.

"Tens a certeza?" Ela murmurou, enquanto agarrava o meu pulso sem apertar e me encarava nos olhos.

"Do que estás a falar?"

"A Kate... ir morar contigo. Quer dizer, ela só te vai dar trabalho e a tua vida amorosa com o Harry vai ir ao poço; já para não falar que ela pode revelar todos os segredos da estrela mundialmente conhecida que guardas em casa." Arqueio a sobrancelha ao ouvir as suas palavras desconfiadas em relação à rapariga que, realmente, mal conhecia. Mas tenho a certeza que ela não o irá a fazer - revelar toda a nossa vida pessoal.

"Ainda não lhe contei que o Harry está em casa, mas... de qualquer das formas é só até vida dela se recompor, eu prometo."

Ela suspira, porém, um curto sorriso apareceu nos seus lábios que transmitia alguma confiança. Espero mesmo que ela esteja errada e que a Kate seja uma boa pessoa que compreenda este tipo de situações.

Saio do carro e sigo a Christine que guardava as minhas chaves de casa com ela. Destrancou a porta de madeira e hesitou um pouco antes de rodar a maçaneta. Para quê tanta demora?

A minha impaciência revela-se; agarro a maçaneta e rodo-a ligeiramente, abrindo a porta de seguida.

"Parabéns!" Ouço gritar algumas pessoas em uníssono, o que faz com que inevitavelmente arregale os olhos.

O meu olhar vagueia a sala de estar onde se encontrava a minha mãe, a família do Harry e o próprio, e até, para minha grande surpresa, a Molly e o seu marido.

Não consigo parar de fixar o meu olhar no seu azulado - refiro-me a Molly - que também me fazia o mesmo, com uma doce curva nos lábios carnudos. Os seus cabelos não eram mais ruivos mas sim castanhos e a sua estrutura física estava mais saudável que há três anos. Inacreditavelmente, eu já não me deparo com a minha irmã há 1096 dias. Ela para mim, nunca foi flor que se cheirasse, sempre me rebaixou por ser a mais velha e sempre teve um feitio egocêntrico elevado (já para não falar da hipocrisia). Mas quem sou eu para negar as lágrimas de saudade que cismavam cair pelas minhas bochechas quentes e com rubor?

Nem tive tempo para observar cada canto, cada pessoa... As minhas pernas agiram espontaneamente e correram para a sua beira; os meus braços abriram-se e abraçaram o seu corpo.

"Parabéns." Ela murmurou perto do meu ouvido, enquanto acariciava as minhas costas.

Afastei o meu corpo do dela e limpei uma lágrima que caiu junto com a felicidade que eu estava a sentir.

Por fim, encaro o resto das pessoas, que assistiram ao momento.

"Hm, eu... Olá. Peço imensa desculpa não ter dito nada assim que vos vi mas eu e a minha irmã já não nos víamos há bastante..." Puxo uma mexa de cabelo para trás da minha orelha. "Muito obrigada por isto, honestamente, por estarem aqui."

Cumprimentei toda a gente para além da minha mãe e do Harry, que era quem ainda faltava. Recebi um monte de "Felicidades" e "Parabéns" por parte de toda a gente que parecia estar verdadeiramente alegre com a situação.

Caminho então, até à beira da minha mãe que segurava a minha filha nos seus braços, encostada a um sofá enquanto ambas brincavam animadamente. Estico os meus braços à minha menina e, assim que ela é passada para os meus, abraço-a com bastante força, fazendo algumas gargalhadas serem ouvidas por parte dela.

"Meu amor, muitos parabéns!" Olho-a nos olhos e beijo a sua bochecha inúmeras vezes. "Estás tão grande... Ainda me lembro quando eras uma menina pequenina que só queria mimo."

Teen(ager) - h.s {sequela TM}Leia esta história GRATUITAMENTE!