- Filha, você tem que entender que eu tenho minhas necessidades também...
- NECESSIDADES? MÃE VOCÊ TÁ SE OUVINDO? - Olivia gritava desesperada.
- Não entendo qual o motivo de todo alvoroço, ele só irá vir morar com a gente. - Delilah tentava manter a calma.
- Esse é o problema mãe! Eu nunca vi esse cara, como você confia em deixar ele sozinho em casa comigo?! PORQUE SE VOCÊ NÃO SE LEMBRA, VOCÊ É ENFERMEIRA E PASSA A MAIOR PARTE DO DIA ENFIADA EM HOSPITAIS! - Olivia voltou a perder a paciência. A verdade era que ela não conseguia aceitar que alguém estava substituindo seu falecido pai, ninguém nunca tomaria o lugar dele.
- Olivia Walker, já tem dois anos que estamos namorando, você não o conheceu porque não quis. Você já está bem grandinha, com quase 19 anos e eu confio nele. Você já sabe muito bem cuidar de você mesma. - Lilah disse já não conseguindo controlar tanto o tom de voz.
- E é justamente por saber cuidar de mim mesma, que eu acho uma falta de responsabilidade SUA, colocar um desconhecido dentro da NOSSA casa. - Liv rebateu.
- ELE NÃO É UM DESCONHECIDO OLIVIA! - A mulher perdeu o controle de vez.
- Pois pra mim ele é, eu nem ao menos sei o nome dele. - Olivia deu de ombros cruzando os braços, em uma total atitude infantil.
- Nathan Evans, o nome dele é Nathan Evans e veja só, ele trabalha o dia inteiro e quando ele chegar você vai estar indo para a faculdade, não há porquê ficar fazendo graça. - Delilah repreendeu.
- Ai eu desisto! - Olivia bufou irritada. - Quando eu vou conhecê-lo? - Ela perguntou se levantando e ficando de frente pra sua mãe que permaneceu sentada no sofá.
- Ele vem amanhã de manhã. - Delilah respondeu e Olivia voltou a bufar, se virando pra subir as escadas.
- Espero que não seja um velho tarado. - Resmungou para si mesma, mas Delilah ouviu e não pode deixar de rir da sua filha mal informada.
- O que disse? - A mãe perguntou prendendo a risada.
- Nada Delilah, boa noite. - Olivia bufou e saiu irritada para o seu quarto, se jogando na cama logo em seguida.
Essa era uma das poucas noites em que sua mãe ficava em casa, a mulher de 36 anos era enfermeira e dava duro para sustentar a filha, já que quando a menina tinha 14 anos, o marido morreu. Foi um choque para as duas, já que Lilah teve filha com apenas 18 anos e agora teria que terminar de criar a menina sozinha. E por mais que as duas não se dessem muito bem, ela não admitiria deixar faltar nada para a mais nova, por isso se sacrificava tanto e não admitia que a filha a julgasse só por ela ter finalmente saído de um luto e estar se permitindo dar uma nova chance ao amor.
Já Olivia não podia acreditar no que estava acontecendo, sempre lutou com unhas e dentes para manter a memória de seu pai viva dentro de sua casa e na primeira oportunidade, sua mãe coloca outro homem para substituí-lo. Ela não ia deixar assim, nunca foi a maior fã da dona Delilah, mas dessa vez as coisas seriam bem piores e ela faria a vida desses dois um inferno.
E foi pensando nisso que Liv pegou no sono.

[...]

- OLIVIA! Vem conhecer o Nathan. - Delilah gritou acordando a filha e a menina enfiou a cabeça no travesseiro, deixando um grito sair abafado.
- Caralho! Bem vinda ao inferno Olivia. - Ela disse para si mesa, se levantando da cama e foi escovar os dentes. Depois saiu do quarto, mal se importando com a cara de cu e a má vestimenta, que no caso era apenas um blusão grande que ia até a metade das coxas, que era de Nicholas, seu melhor amigo e atual ficante. - Ah que maravilha, não sabia que ele tinha um filho. Você vai morar com a gente também? - Ela perguntou grossa quando chegou na sala e encontrou um bonitão de mais ou menos 24 anos. Ele era extremamente gato e sexy, mas ela estava com um humor péssimo o suficiente para conseguir ser educada só daqui há algumas horas.
- Não Olivia. - Delilah disse passando a mão na testa, totalmente esgotada. - Esse é o Nathan, meu namorado. - Ela apresentou sorridente, como se estivesse apresentando o primeiro namorado ao pais.
- VOCÊ TA ME ZOANDO? - Olivia não se importou e começou a rir na cara do casal. - Ai dona Delilah, não sabia que você era tão boa com piadas. Agora cadê o velho? - Ela perguntou parando de rir e encarou o casal com os braços cruzado e a sobrancelha arqueada.
- Eu to falando sério Olivia. - Delilah disse envergonhada. - Me desculpe Nathan. - Ela disse baixo para o rapaz que apenas observava.
- Não tudo bem. - Ele sorriu para a mulher. - Eu sou Nathan Evans, é um prazer conhecê-la. - Ele estendeu a mão para a menina e não pode evitar passear o olhar pelo corpo dela.
Ótimo, não é velho mas é tarado do mesmo jeito. Mas pelo menos é gato... muito gato. Ela pensou mordendo o lábio inferior involuntariamente.
- Filha! - Delilah repreendeu, vendo que a menina continuou com os braços cruzados encarando a mão de Nathan que lhe foi estendida. - Amor, você poderia dar uns minutinhos à gente? - Ela se virou para Nathan.
- Claro, vou esperar no carro. - Ele sorriu sem graça recolhendo sua mão e saiu de casa.

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