Amor vampiro - 2 de 4

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Mesmo com todo o barulho, consegui dormir e acordei na noite seguinte afoito por falar novamente com Suellen. Estava pensando se ela realmente havia ido dormir ou se havia participado de algum bacanal, mas toda preocupação passou quando a vi com roupas mais confortáveis do que o vestido vermelho e espartilho da outra noite. Agora ela trajava um vestido de dia a dia em tom de algodão cru, que por coincidência fora feito na minha fábrica e só por este motivo já tinha assunto.

Enquanto passeávamos em meio à noite de temperatura agradável ela me contou um pouco mais de sua vida sofrida de humana. Soube que seus pais na verdade foram assassinados por causa de dívidas e que Marie havia a encontrado escondida em baixo de uma das camas da pequena casa onde vivia. A mesma vampira havia a tratado como sua aprendiza de magia durante os anos seguintes, até que ela mesma decidira ser transformada em um de nós. Fato que me fez perceber o quanto ela era especial e decidida do que queria. Marie era como uma mãe para a pobre, linda e meiga ex-camponesa.

Nesta conversa eu também lhe confidenciei minha história, situação que lhe fez ficar impressionada com a forma em que Georg praticamente me arrancou de minha família. Porém me disse também que tudo possuía um por que, e às vezes a razão vinha somente depois de algum tempo.

Conforme conversávamos, eu me sentia cada vez mais próximo daquela linda criatura, tanto que a convidei para conhecer meu castelo e minha empresa quando lhe sobrasse um tempo. Com o convite ela ficou um pouco envergonhada, mas disse que pediria permissão para Marie, afinal seria um encontro casual. Momento no qual ela me disse que seu clã era muito rígido e que tanto Marie como Achaïkos gostavam de tudo muito bem organizado, para nunca dar chance ao azar ou as imperfeições.

Fomos longe por entre as vielas e em vários outros assuntos, rimos, nos divertimos e como crianças apostamos uma corrida de volta. Por vezes a deixei tomar à dianteira, quando no final acelerei e parei a sua frente lhe dando um abraço que por pouco não resultou em um beijo. Na verdade, o primeiro beijo iria acontecer, se não fosse a recepção feita pelo todo poderoso Achaïkos.

- Crianças tolas, vós não podeis demonstrar seus poderes em público como acabei de presenciar. Alguns Wampir do norte me informaram na reunião de ontem, que estamos sendo vigiados por forças inimigas e quiçá uma guerra pode ocorrer em breve. Entrem logo, vamos!

Nunca havia o visto antes, mas sua longa barba branca muito bem cuidada e seus longos cabelos cinza, me passaram muito medo. Ele parecia um mago dos contos de heróis e antes que eu lhe respondesse, ele apenas olhou para Suellen, que de imediato correu para dentro de casa. Ele foi logo depois dela e eu tratei de encontrar meu clã, antes que algo pior pudesse acontecer.

Georg estava sentado em um sofá conversando com Marie, Eleonor estava ao seu lado e Joseph e Franz conversavam com outro senhor. Quando os encontrei, Marie de imediato percebeu meu semblante e perguntou:

- O passeio foi bom meu jovem?

Ainda um pouco pensativo com relação ao encontro com o tal Achaïkos eu respondi brevemente:

- Sim senhora, estou muito impressionado com Suellen, sua história de vida e suas qualidades encantaram-me muito. Porém acabei de conhecer o senhor Achaïkos e acredito que ele não tenha apreciado muito o meu breve passeio com sua aprendiza.

Georg que ouvia tudo com muita atenção, segurou a mão de Marie e olhando para ela e Eleonor nos disse:

- Aquele velho, está cada vez mais rabugento.

E aos risos, Marie concordou, se levantou e veio até mim. No meio do caminho ela fechou as duas mãos e ao reabri-las, faz aparecer uma linda rosa vermelha. No qual me entrega dizendo:

- O quarto de Suellen é no segundo andar, primeira porta a direita. Bata duas vezes e aguarde. Ela vai achar que sou eu, então a surpreenda com este mimo.

Então sem pensar em mais nada, subi as escadas, bati à porta e depois de alguns instantes surgiu a minha frente, envolta em lagrimas a pessoa mais linda que eu já havia visto. Ela estava com um vestido branco de dormir, partes do seu volumoso busto estava mais amostra que o normal e os seus lindos olhos estava um pouco avermelhados.

Logo que a vi não lhe disse nada e apenas lhe entreguei a rosa. Então ela improvisou um simpático sorriso e me beijou na bochecha direita. Em seguida me deu um abraço, se afastou e fechou gentilmente a porta, enquanto olhava fixamente para os meus olhos. Eu não precisei de palavras ou de gestos mais detalhados para saber que ela havia gostado do presente, porém resisti à tentação de tomá-la em meus braços e voltei com um sorriso inocultável para a sala onde todos estavam.

Na sala Franz fez uma brincadeira qualquer, que nem cheguei a dar bola e Marie que agora estava muito simpática me disse que em breve eu veria Suellen novamente. Na verdade, naquele momento eu estava muito aéreo, sentia-me como se tivesse sido anestesiado por alguma substância e só me recordo de mais tarde, enquanto já estava de volta para o castelo na carruagem. Obviamente, pensando quando veria a bela Suellen e seu lindo sorriso meigo novamente.

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